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Dia Mundial do Rock: do glam ao heavy metal, 10 filmes para celebrar a data

Publicado em 13 de Julho de 2026 por Wanda Pankevicius Barros

Poucos gêneros dialogam de forma tão criativa quanto o horror e o rock. Desde os anos 1970, cineastas encontraram na música um terreno fértil para construir histórias sobre fama e transgressão. Em alguns casos, bandas ocupam o centro da narrativa; em outros, a identidade visual, a atitude ou a própria cultura do rock definem o universo dos personagens. O resultado é uma filmografia que atravessa décadas e diferentes estilos.

No Dia Mundial do Rock, vale revisitar alguns desses títulos, seja pela maneira como incorporam a música à trama, seja pela influência que exerceram sobre o cinema fantástico.

Hoje, é dia de rock, bebê! Você tem coragem?

 

O Fantasma do Paraíso (Phantom of the Paradise), 1974

Dirigido por Brian De Palma e inspirado livremente em “Fausto” e “O Fantasma da Ópera”, acompanhamos um compositor que vê sua obra ser apropriada por um poderoso produtor musical e inicia uma jornada de vingança. Lançado em uma época de profundas transformações na indústria fonográfica, o filme utiliza o universo do rock para discutir a exploração artística e o culto à celebridade. Embora tenha encontrado público apenas anos depois de sua estreia, tornou-se um título influente do cinema cult.

 

The Rocky Horror Picture Show (The Rocky Horror Picture Show), 1975

Uma tempestade leva um casal até a residência do excêntrico Dr. Frank-N-Furter, personagem que transformaria o filme em um marco da cultura pop. Adaptado do musical criado por Richard O’Brien, o longa permaneceu em cartaz durante décadas graças às tradicionais sessões de meia-noite, nas quais o público passou a interagir com a exibição. Poucas obras estabeleceram uma ligação tão duradoura entre o cinema e a cultura do rock.

 

Rock do Dia das Bruxas (Trick or Treat), 1986

A morte de um astro do heavy metal não encerra sua influência sobre os fãs. Quando um adolescente encontra uma gravação inédita do músico, acontecimentos sobrenaturais passam a cercar sua rotina. Produzido durante o período conhecido como “Satanic Panic”, quando bandas de metal eram frequentemente associadas a mensagens ocultistas, o filme registra um momento específico da cultura norte-americana e ainda reúne participações de Ozzy Osbourne, vocalista do Black Sabbath e Gene Simmons, vocalista, baixista e fundador da banda Kiss.

 

Slumber Party: O Massacre II (Slumber Party Massacre II), 1987

Nesta continuação, os pesadelos da protagonista ganham forma na figura de um assassino vestido como um astro do glam rock, empunhando uma guitarra equipada com uma enorme furadeira. A combinação entre o visual inspirado nos músicos da década de 1980 e a estética do slasher transformou o personagem em uma das imagens mais lembradas do cinema de horror daquele período.

 

A Banda Maldita (Black Roses), 1988 – disponível na Darkflix+ a partir de 20 de julho

A chegada de uma banda de heavy metal altera completamente a rotina de uma pequena cidade, onde adolescentes passam a agir sob influência de uma força demoníaca. O roteiro incorpora diretamente os debates que cercavam o rock na década de 1980, quando artistas do gênero eram acusados de incentivar comportamentos violentos ou satânicos. Hoje, o longa permanece como um exemplo emblemáticos do chamado horror heavy metal.

 

A Balada do Samurai (Six-String Samurai), 1998

Em um futuro devastado por uma guerra nuclear, um guerreiro inspirado em Buddy Holly atravessa o deserto rumo a Las Vegas para disputar o título de novo Rei do Rock. A direção de Lance Mungia combina referências à cultura norte-americana dos anos 1950 com ficção científica de baixo orçamento, enquanto a trilha da banda The Red Elvises reforça a personalidade da produção.

 

Garota Infernal (Jennifer’s Body), 2009

Jennifer torna-se vítima de um ritual conduzido por integrantes de uma banda de rock independente convencidos de que o sacrifício de uma jovem lhes garantirá sucesso imediato. Escrito por Diablo Cody logo após conquistar o Oscar por “Juno” (2007), o filme utiliza o ambiente da cena alternativa dos anos 2000 para desenvolver uma crítica à exploração da imagem feminina e ao culto da fama. A recepção inicial dividiu crítica e público, mas a obra foi reavaliada ao longo dos anos e consolidou-se como um cult contemporâneo.

 

Sala Verde (Green Room), 2015

Uma banda punk aceita se apresentar em uma casa de shows isolada e, por acaso, presencia um assassinato cometido por um grupo neonazista. Jeremy Saulnier constrói a tensão a partir do confinamento e da impossibilidade de fuga do grupo, enquanto o ambiente da cena punk confere autenticidade aos personagens e às escolhas que fazem ao longo da narrativa. O filme foi amplamente elogiado pela crítica por seu suspense rigoroso e pela direção precisa.

 

Deathgasm – A Banda do Diabo (Deathgasm), 2015

O desejo de formar uma banda de metal leva dois adolescentes à descoberta de uma antiga composição capaz de despertar entidades demoníacas. O diretor Jason Lei Howden, que trabalhou por anos na equipe de efeitos visuais da trilogia “O Hobbit”, utiliza o humor como contraponto ao gore sem perder de vista a paixão pela cultura do heavy metal. O resultado foi um dos títulos mais celebrados do circuito de festivais dedicados ao cinema fantástico na década passada.

 

Menção especial: Comboio do Terror (Maximum Overdrive), 1986

Dirigido por Stephen King, o filme acompanha um grupo de sobreviventes cercado por máquinas que passam a agir de forma autônoma após a passagem de um cometa. O rock não ocupa o centro da narrativa, mas “Comboio do Terror” conquistou um lugar especial nesta seleção por contar com uma trilha sonora composta exclusivamente pelo AC/DC. A colaboração entre a banda australiana e o escritor permanece como uma das associações mais conhecidas entre o rock e o cinema de horror.

Todos os filmes estão disponíveis no catálogo da Darkflix+.

 

 

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