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Bela Lugosi: há 144 anos nascia o ator que eternizou Drácula no cinema

Publicado em 20 de Outubro de 2026 por Wanda Pankevicius Barros

Celebramos hoje, dia 20, os 144 anos do nascimento de Bela Lugosi, ator húngaro que se tornou uma das figuras mais reconhecidas do cinema de horror ao interpretar o conde vampiro em “Drácula” (1931), de Tod Browning.

Nascido em 1882, na cidade de Lugos, então parte do Império Austro-Húngaro e atualmente localizada na Romênia, recebeu o nome de Béla Ferenc Dezső Blaskó. Iniciou a carreira no teatro no começo do século XX, passando por companhias regionais antes de integrar o Teatro Nacional de Budapeste. Também participou de produções do cinema mudo europeu e serviu no Exército durante a Primeira Guerra Mundial. Após deixar a Hungria em meio às transformações políticas do pós-guerra, estabeleceu-se nos Estados Unidos em 1920, onde continuou trabalhando nos palcos e no cinema.

Sua trajetória mudou em 1927, quando assumiu o papel principal na montagem teatral de “Drácula”, apresentada na Broadway. Quatro anos depois, levou o personagem às telas pela Universal Pictures, consolidando uma interpretação marcada pelo sotaque húngaro, pela postura rígida e pelo olhar fixo, características que influenciaram representações posteriores do vampiro. O sucesso abriu caminho para produções como “Zumbi Branco” (1932), “O Gato Preto” (1934), no qual contracenou com Boris Karloff, e “O Corvo” (1935), novamente ao lado do ator britânico. Lugosi também interpretou Ygor em “O Filho de Frankenstein” (1939), participou de “O Lobisomem” (1941) e assumiu o papel da criatura em “Frankenstein Encontra o Lobisomem” (1943). Fora do horror, integrou o elenco de “Ninotchka” (1939), com Greta Garbo. Muitos de seus filmes podem ser assistidos na Darkflix+.

Apesar da associação com Drácula, Lugosi enfrentou dificuldades para diversificar seus papéis em Hollywood. O sotaque acentuado e a identificação com personagens ameaçadores limitaram suas oportunidades, enquanto a carreira passou a concentrar-se em produções de baixo orçamento. Nos anos finais, trabalhou com o cineasta Ed Wood em “Glen ou Glenda?” (1953) e “A Noiva do Monstro” (1955). Sua última produção concluída foi “O Sono Negro” (1956), embora imagens gravadas anteriormente tenham sido aproveitadas postumamente por Wood em “Plano 9 do Espaço Sideral” (1959). Nesse período, o ator também enfrentou problemas financeiros e dependência de medicamentos opioides. Lugosi morreu em 16 de agosto de 1956, aos 73 anos, em Los Angeles, vítima de um ataque cardíaco.

Embora não tenha recebido grandes premiações cinematográficas competitivas durante a carreira, Lugosi foi homenageado postumamente com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, inaugurada em 8 de fevereiro de 1960, no número 6340 da Hollywood Boulevard. Sua trajetória voltou ao cinema em “Ed Wood” (1994), de Tim Burton, no qual foi interpretado por Martin Landau, vencedor do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo papel. A relação entre Lugosi e o personagem de Bram Stoker também permaneceu presente na cultura popular, em referências musicais, cinematográficas e na iconografia do horror gótico. Mais de sete décadas após sua morte, sua interpretação em “Drácula” continua sendo um dos principais registros da formação do cinema de monstros produzido por Hollywood na primeira metade do século XX.

 

 

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