Ryder celebra 55 anos nesta quinta-feira (29), com uma trajetória que atravessa quatro décadas de cinema e televisão.
Batizada Winona Laura Horowitz, cresceu em um ambiente familiar ligado à literatura e às artes e começou a estudar interpretação ainda na adolescência, no American Conservatory Theater, em São Francisco. Sua estreia no cinema aconteceu em “A Inocência do Primeiro Amor” (1986), de David Seltzer, mas foi com “Os Fantasmas se Divertem” (1988), de Tim Burton, que ganhou projeção internacional. No papel de Lydia Deetz, uma adolescente fascinada pela morte e pelo sobrenatural, Ryder encontrou uma personagem que se tornaria uma referência recorrente na cultura pop. No mesmo período, protagonizou a comédia de humor ácido “Atração Mortal” (1988), de Michael Lehmann, consolidando sua associação com personagens que desafiavam os padrões convencionais dos filmes juvenis norte-americanos.
A colaboração com Tim Burton continuou em “Edward Mãos de Tesoura” (1990), no qual contracenou com Johnny Depp. Dois anos depois, interpretou Mina Murray em “Drácula de Bram Stoker” (1992), adaptação dirigida por Francis Ford Coppola que reuniu Gary Oldman, Anthony Hopkins e Keanu Reeves. Durante a década de 1990, sua carreira passou a incorporar produções de diferentes gêneros, como “A Época da Inocência” (1993), de Martin Scorsese, “Adoráveis Mulheres” (1994), de Gillian Armstrong, e “Garota, Interrompida” (1999), drama no qual também atuou como produtora executiva. Pelo trabalho no filme de Scorsese, recebeu o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante e uma indicação ao Oscar na mesma categoria. Voltaria a disputar a estatueta no ano seguinte, desta vez como Melhor Atriz por “Adoráveis Mulheres”. Entre outros reconhecimentos, recebeu prêmios do National Board of Review e, em 2000, foi homenageada com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood.
Após um período de menor presença em produções de Hollywood, Ryder participou de “O Homem Duplo” (2006), adaptação da obra de Philip K. Dick dirigida por Richard Linklater, e “Cisne Negro” (2010), de Darren Aronofsky, no qual interpretou uma bailarina confrontada pelo fim de sua carreira. Em 2016, assumiu o papel de Joyce Byers em “Stranger Things”, série da Netflix criada pelos irmãos Duffer e ambientada nos anos 1980. A personagem, uma mãe determinada a encontrar o filho desaparecido, marcou seu retorno a uma produção de ampla repercussão internacional e lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro. Em 2017, Ryder também recebeu, ao lado do elenco, o prêmio do Sindicato dos Atores (SAG) de Melhor Elenco em Série Dramática. Sua participação na produção se estendeu até a quinta e última temporada, lançada em 2025.
Recentemente, retomou sua parceria com Tim Burton em “Os Fantasmas Ainda se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice” (2024), sequência do filme de 1988 que trouxe Lydia Deetz de volta à história, agora como mãe de Astrid, personagem interpretada por Jenna Ortega. A produção reuniu parte do elenco original e apresentou uma nova geração de personagens ligados ao universo sobrenatural criado pelo diretor. Antes disso, Ryder participou de “Mansão Mal-Assombrada” (2023), da Disney, e da minissérie “A Conspiração Contra a América” (2020), baseada no romance de Philip Roth. Com o encerramento de “Stranger Things” em 2025, a atriz prepara outra colaboração com Burton: uma participação na terceira temporada de “Wandinha”, novamente ao lado de Jenna Ortega, prevista para 2027.
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