“Resident Evil” está novamente a caminho dos cinemas. Quase 30 anos depois de o primeiro jogo da Capcom chegar ao PlayStation e ajudar a popularizar o survival horror, a franquia ganha uma nova adaptação, agora dirigida por Zach Cregger, de “Noites Brutais” (2022) e “A Hora do Mal” (2025). O filme estreia no Brasil em 17 de setembro e tenta um caminho diferente das versões anteriores: em vez de recontar uma das histórias dos games, apresenta um novo personagem dentro daquele universo.
Austin Abrams interpreta Bryan, um entregador encarregado de levar órgãos até o Hospital Geral de Raccoon City. Durante uma viagem noturna, ele se envolve em um acidente e acaba no meio de um surto provocado por criaturas infectadas. Cregger situa a história durante os acontecimentos de “Resident Evil 2”, mas acompanha alguém que existe à margem dos protagonistas conhecidos dos jogos. Leon S. Kennedy, por exemplo, continua fora dessa narrativa.

Isso não significa que o diretor tenha deixado os games de lado. Ao contrário. Cregger revelou que “Resident Evil 4” e “Resident Evil 7” foram suas principais referências, combinando elementos de ritmo e escala de um com características do outro. Ervas verdes, sprays de primeiros socorros, máquinas de escrever e até os cadeados que bloqueiam o avanço do jogador foram incorporados ao filme. Os cães infectados conhecidos como Cerberus também aparecem. A intenção é fazer com que a experiência lembre uma partida de “Resident Evil”, mesmo sem reproduzir uma campanha específica.
A estratégia marca mais uma tentativa de levar ao cinema uma série cuja história nas telas começou em 2002. Dirigido por Paul W. S. Anderson e estrelado por Milla Jovovich, o primeiro “Resident Evil” também preferiu criar uma protagonista própria. Alice não existia nos jogos da Capcom, mas acabou conduzindo uma franquia cinematográfica de seis filmes, encerrada com “Resident Evil 6: O Capítulo Final” (2016). Em 2021, “Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City” buscou maior proximidade com os games e reuniu personagens como Claire e Chris Redfield, Leon Kennedy e Jill Valentine.
A relação entre games e cinema de terror ganha agora outra conexão com essa história. Paul W. S. Anderson, responsável por iniciar “Resident Evil” nos cinemas há mais de duas décadas, prepara uma nova adaptação de “The House of the Dead”. O diretor escreverá e comandará o longa baseado na série de jogos da Sega, com Isabela Merced à frente do elenco. A história acompanhará agentes tentando conter um surto de mutantes provocado por uma organização e chegará a elementos da mitologia dos games, incluindo a criatura conhecida como Wheel of Fate. Ainda não há uma data de estreia definida.
“The House of the Dead” já havia chegado ao cinema em 2003 pelas mãos de Uwe Boll. Agora retorna justamente com Anderson, cineasta cuja carreira ficou fortemente associada às adaptações de videogames. Antes de “Resident Evil”, ele havia dirigido “Mortal Kombat” (1995); posteriormente, também levou “Monster Hunter” aos cinemas em 2020.
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