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Curso revela as origens do terror inspirado em lendas, superstições e folclore

Publicado em 2 de Julho de 2026 por Wanda Pankevicius Barros

O curso “Folk horror no cinema: superstição e folclore”, ministrado pelo jornalista, crítico e pesquisador Carlos Primati, será realizado no mês de julho pelo Museu da Imagem e do Som de São Paulo. A programação propõe um mergulho na história e na evolução de um dos subgêneros mais fascinantes do cinema de horror, explorando a relação entre folclore, paganismo, religiosidade popular e as tradições culturais que inspiraram produções de diferentes partes do mundo.

O curso parte da crescente popularidade do folk horror, impulsionada nos últimos anos por filmes como “A Bruxa” (2016) e “Midsommar” (2019), para mostrar que suas raízes remontam a décadas anteriores. Obras clássicas como “O Caçador de Bruxas” (1968), “O Estigma de Satanás” (1971) e “O Homem de Palha” (1973) serão utilizadas como ponto de partida para discutir como o medo é construído a partir de crenças ancestrais, lendas, isolamento rural e superstições populares.

Dividido em quatro encontros presenciais, o programa percorre diferentes vertentes do gênero. A primeira aula aborda a própria definição do folk horror, analisando suas origens na chamada “Trilogia Profana” britânica e sua influência sobre produções inglesas e norte-americanas. Em seguida, o curso explora o horror folclórico europeu, passando pelas tradições religiosas, pelo horror rural escandinavo e pelos monstros que marcaram o cinema dos anos 1970.

Na terceira aula, o foco se desloca para o Hemisfério Sul, destacando o terror inspirado no folclore brasileiro, o realismo fantástico argentino e as narrativas ligadas às culturas aborígenes australianas. O encerramento será dedicado ao renascimento contemporâneo do gênero, discutindo produções recentes de diversos países, como Rússia, Índia, Tailândia e Indonésia, além da crescente presença de protagonistas femininas nesse universo cinematográfico.

Responsável pelo curso, Carlos Primati é um dos principais pesquisadores brasileiros dedicados ao cinema fantástico. Jornalista, crítico, tradutor e pesquisador, desenvolve estudos sobre horror, ficção científica e fantasia, com especial atenção à produção brasileira, abrangendo desde José Mojica Marins e Ivan Cardoso até realizadores contemporâneos. Ao longo de sua carreira, também ministrou cursos sobre nomes como Alfred Hitchcock, o expressionismo alemão, ficção científica dos anos 1950, horror britânico e cinema fantástico nacional.

Voltado para maiores de 18 anos, o curso será realizado presencialmente na sede do MIS, em quatro encontros, nos dias 6, 8, 13 e 15 de julho, sempre das 19h às 21h. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas pelo site oficial do museu.

 

 

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