Há 127 anos, em 13 de agosto de 1899, nascia Alfred Hitchcock, cineasta londrino que transformaria o suspense em uma das formas mais sofisticadas de narrativa do cinema. Filho de uma família de comerciantes, estudou engenharia e desenho antes de ingressar na indústria cinematográfica no início dos anos 1920, trabalhando inicialmente com letreiros para filmes mudos e, posteriormente, como roteirista, diretor de arte e assistente de direção.
Sua estreia como diretor aconteceu ainda nos anos 1920, mas foi com “O Inquilino” (1927) que começou a estabelecer temas e recursos visuais que marcariam sua obra. Já reconhecido como um dos principais realizadores britânicos, mudou-se para os Estados Unidos em 1939 e iniciou sua trajetória em Hollywood com “Rebecca, a Mulher Inesquecível” (1940), vencedor do Oscar de Melhor Filme.
Nas décadas seguintes, Hitchcock construiu uma filmografia que ajudou a definir a linguagem moderna do suspense. “Interlúdio” (1946), “Pacto Sinistro” (1951), “Janela Indiscreta” (1954), “Um Corpo que Cai” (1958), “Intriga Internacional” (1959), “Psicose” (1960) e “Os Pássaros” (1963) estão entre seus trabalhos mais influentes. O diretor explorava a informação que o público recebia, ou deixava de receber, para criar tensão, recorrendo com frequência a personagens inocentes envolvidos em crimes, identidades equivocadas e situações nas quais o espectador sabia mais do que os próprios protagonistas. Seu domínio da montagem, do enquadramento e do ponto de vista tornou-se referência para gerações de cineastas e ajudou a consolidar a figura do diretor como autor de uma obra reconhecível.
Apesar de nunca ter vencido o Oscar de Melhor Direção, Hitchcock foi indicado cinco vezes na categoria e recebeu da Academia o Irving G. Thalberg Memorial Award em 1968, reconhecimento destinado a produtores cuja trajetória demonstra elevado nível de qualidade na produção cinematográfica. Em 1979, recebeu do American Film Institute o Life Achievement Award e, pouco antes de morrer, foi nomeado Cavaleiro Comandante da Ordem do Império Britânico.
Fora das premiações, construiu também uma das imagens públicas mais reconhecíveis da história do cinema. Sua silhueta tornou-se símbolo do programa de televisão “Alfred Hitchcock Apresenta”, enquanto suas rápidas aparições nos próprios filmes viraram uma brincadeira recorrente com o público: Hitchcock pode ser visto perdendo um ônibus em “Intriga Internacional” (1959), surgindo diante do escritório de Marion Crane em “Psicose” (1960) e deixando uma loja de animais acompanhado de dois cães em “Os Pássaros” (1963). Com o tempo, localizar o diretor na tela tornou-se uma brincadeira popular entre os espectadores.
Hitchcock dirigiu mais de 50 longas-metragens ao longo de uma carreira que atravessou o cinema mudo, a chegada do som e a consolidação de Hollywood. Seu último filme foi “Trama Macabra” (1976). Com a saúde debilitada nos últimos anos, morreu em 29 de abril de 1980, aos 80 anos, em sua casa em Los Angeles.
Décadas depois, sua influência permanece presente não apenas no suspense e no terror, mas na maneira como o cinema constrói expectativa e conduz o olhar do espectador. Filmes como “Um Corpo que Cai” (1958), “Psicose” (1960) e “Janela Indiscreta” (1954) continuam sendo estudados e revisitados, mantendo Hitchcock em uma posição reservada a poucos realizadores: a de cineasta cuja linguagem ultrapassou sua própria época.
DARKFLIX+ é um serviço de streaming de filmes e séries dos gêneros terror, ficção-científica e fantasia. Baixe o aplicativo DARKFLIX+ no seu celular ou tablet diretamente de sua loja de aplicativos ou acesse pelo site www.darkflixplus.com.br. Para ter acesso ao conteúdo pago basta assinar o serviço por R$ 9,90/mês, ele pode ser pago através de cartões de crédito. A DARKFLIX+ está disponível em diversos sistemas operacionais e dispositivos de Smart TVs, como o Tizen, webOS, Roku, Android TV, Chromecast, além de iOS e Android (mobile), entre outros. Também está disponível para assinatura pela Claro tv+.