Noventa anos depois de sua estreia, “King Kong” continua sendo um filme aterrorizante e comovente

Publicado em 3 de Março de 2023 por Wanda Pankevicius Barros

Lançado no início de março de 1933, em Nova York, Estados Unidos, “King Kong” ainda se mantém como um dos maiores filmes de monstros de todos os tempos. Parte disso, se deve ao fato de Kong ter sido criado para o cinema. Ao contrário de Drácula, Frankenstein e outras criaturas, o primata gigante não saiu das páginas de um romance popular. O gorila enorme e imponente nasceu com propósitos cinematográficos, direto da mente imaginativa de Merian C. Cooper, que dividiu a direção do filme com seu amigo Ernest B. Schoedsack.

Ambos já eram conhecidos na indústria da sétima arte pelos seus documentários, “Grass: A Nation’s Battle for Life” (1925) e “Chang : A Drama of the Wilderness”, obras centradas na vida selvagem, apresentando ao público animais exóticos em terras distantes.

Mas Cooper queria mais e imaginou uma versão aterrorizante e fictícia dos primatas que já conhecia. Já com a ideia em mente, certo dia, enquanto caminhava por Nova York, viu um avião passando por um arranha-céu e percebeu que poderia adicionar seu gorila ao quadro.

Foi nesse momento que surgiu a cena apoteótica em que Kong escala o Empire State com Ann Darrow (Fay Wray) em uma das mãos. Tragicamente, o gigante é metralhado por aviões e despenca do topo do arranha-céu. Certamente, uma das sequências mais famosas, comoventes e parodiadas da história do cinema.

 

Imagem: Getty Images

A partir da ideia inicial de Cooper e do autor Edgar Wallace, os roteiristas James Ashmore Creelman e Ruth Rose desenvolveram a história que apresentaria aos espectadores um dos monstros mais famosos do cinema, o grande Rei dos Macacos, King Kong. O longa foi estrelado pela bela Fay Wray e os atores Robert Armstrong e Bruce Cabot.

No enredo, a atriz Ann Darrow (Fay Wray), o diretor Carl Denham (Robert Armstrong) e uma equipe de filmagem, viajam para uma ilha tropical em busca de uma locação exótica para a produção de um filme épico. Ao chegarem na misteriosa Ilha da Caveira, a protagonista é sequestrada pelos nativos do local para ser dada em sacrifício ao enorme gorila humanoide que domina a selva. A criatura se apaixona pela atriz, mas em determinado momento, Kong é capturado e levado para Nova York, lá é exibido ao público como um dos maiores e mais perigosos primatas do mundo.

 

Imagem: Getty Images

Apesar de se tratar de uma produção de quase um século, “King Kong” se destaca como uma obra inovadora que revolucionou o cinema ao aprimorar a cinematografia stop-motion. A técnica, aliada às projeções de tela, pinturas e a combinação de atores reais e bonecos animados em miniatura, transformaram as sequências de ação em cenas surpreendentes e críveis para os seus telespectadores. A luta de Kong contra o tiranossauro é maravilhosa e mostra a engenhosidade que colocou o filme à frente do seu tempo.

O responsável por esta conquista foi o mestre de efeitos especiais Willis O’Brien. Um ex-cartunista e escultor, que já havia produzido uma série de curtas animados em stop-motion para a Edison Company na década de 1910 antes de trabalhar em seu primeiro longa-metragem, “The Lost World”. Para o filme de Cooper, O’Brian desenvolveu novas técnicas para dar ao gorila e aos outros monstros pré-históricos da Ilha da Caveira movimentos mais amplos e realistas.

Desde o seu lançamento, o Rotten Tomatoes – site que compila críticas, resenhas e análises de vários veículos relevantes do setor – classificou o longa como o quarto maior filme de terror de todos os tempos e o quadragésimo sexto maior filme de todos os tempos. No site, a obra-prima original ostenta 96% de aprovação de público.

Em 1991, a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, a instituição cultural mais antiga do país, considerou “King Kong” uma produção “cultural, histórica e esteticamente significativa”, incluindo-a na lista da National Film Preservation Board, onde se mantém até hoje.

 

A atriz Jessica Lange no remake de 1976 / Imagem: Picture alliance/Everett Collection

Com o sucesso do filme, uma sequência chamada “O Filho de King Kong”, foi lançada no mesmo ano (1933). Outras versões de Kong também foram feitas ao longo das décadas, incluindo os remakes de John Guillermin em 1976  e Peter Jackson em 2005, além da versão mais atual, “Kong: A Ilha da Caveira” (2017), de Jordan Vogt-Roberts.

Em 2021, Kong voltou às telas em um crossover com outro grande mostro do cinema, o japonês Godzilla (a dupla de monstros já havia se enfrentado antes em 1962 e 1967). No final do ano passado, a Warner Bros. Pictures e a Legendary Pictures anunciou uma nova batalha entre os titãs. A promessa é que “Godzilla vs. Kong 2” chegue às telas em 2024.

Ainda assim, nenhuma dessas histórias seriam contadas sem o primeiro e único “King Kong”, de Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack. Se você ainda não assistiu essa obra-prima, saiba que o filme está disponível no catálogo da plataforma Darkflix+.

A plataforma também tem possui o documentário “RKO PRODUCTION 601: The Making of ‘Kong, The Eighth Wonder of the World”, que aborda o desenvolvimento do longa de Cooper, seu impacto no cinema, os efeitos especiais, a grandiosidade da obra e outros temas centrais do filme.

 

 

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