Há 88 anos, “King Kong”, a obra-prima original dos diretores Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack, chegava aos cinemas dos Estados Unidos. O filme trazia terror, ação, aventura, romance e fantasia em uma trama estrondosa que fez o público da época se espantar.
Lançado em março de 1933, o longa foi estrelado pela bela Fay Wray e os atores Robert Armstrong e Bruce Cabot. A partir da ideia inicial de Cooper, um cineasta aventureiro fascinado por gorilas, e o autor Edgar Wallace, os roteiristas James Ashmore Creelman e Ruth Rose desenvolveram a história que apresentaria aos espectadores um dos monstros mais famosos do cinema, o grande Rei dos Macacos, King Kong.

No enredo, a atriz Ann Darrow (Fay Wray), o diretor Carl Denham (Robert Armstrong) e uma equipe de filmagem, viajam para uma ilha tropical em busca de uma locação exótica para a produção de um filme épico. Ao chegarem na misteriosa Ilha da Caveira, a protagonista é sequestrada pelos nativos do local para ser dada em sacrifício ao enorme gorila humanoide que domina a selva. A criatura se apaixona pela atriz, mas em determinado momento, Kong é capturado e levado para Nova York, lá é exibido ao público como um dos maiores e mais perigosos primatas do mundo.
Apesar de se tratar de uma produção com mais de oito décadas, “King Kong” se destaca como uma obra inovadora que revolucionou o cinema ao aprimorar a cinematografia stop-motion. A técnica, aliada às projeções de tela, pinturas e a combinação de atores reais e bonecos animados em miniatura, transformaram as sequências de ação em cenas surpreendentes e críveis para os seus telespectadores. A luta de Kong contra o tiranossauro é maravilhosa e mostra a engenhosidade que colocou o filme à frente do seu tempo.

Desde o seu lançamento, o Rotten Tomatoes – site que compila críticas, resenhas e análises de vários veículos relevantes do setor – classificou o longa como o quarto maior filme de terror de todos os tempos e o quadragésimo sexto maior filme de todos os tempos. No site, a obra-prima original ostenta 98% de aprovação de público.
Em 1991, a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, a instituição cultural mais antiga do país, considerou “King Kong” uma produção “cultural, histórica e esteticamente significativa”, incluindo-a na lista da National Film Preservation Board, onde se mantém até hoje.
Com o sucesso do filme, uma sequência chamada “O Filho de King Kong”, foi lançada no mesmo ano (1933). Outras versões de Kong também foram feitas ao longo das décadas, incluindo os remakes de John Guillermin e Peter Jackson, além da versão mais atual, “Kong: A Ilha da Caveira”, de Jordan Vogt-Roberts, estreada em 2017. Este ano, Kong voltou às telas em um crossover com outro grande mostro do cinema, o japonês Godzilla. O diretor Adam Wingard promete uma batalha épica entre os adversários míticos.
Mas convenhamos, nenhuma dessas histórias seriam contadas sem o primeiro e único “King Kong”, de Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack. Se você ainda não assistiu essa obra-prima do cinema, saiba que o filme entrou no catálogo da plataforma Darkflix, e já está disponível aos assinantes.