Se estivesse vivo, George Andrew Romero completaria 85 anos hoje (4). O diretor norte-americano entrou para a história do cinema ao estabelecer as bases do zumbi moderno e, com isso, alterar não apenas o terror, mas a forma como o gênero dialoga com política, consumo e comportamento social.
Nascido em 1940, em Nova York, Romero estudou artes dramáticas na Carnegie Mellon University, em Pittsburgh. Antes do cinema, trabalhou com publicidade e curtas institucionais, experiência que lhe deu domínio técnico e autonomia de produção. Esse percurso independente foi decisivo para que, em 1968, realizasse “A Noite dos Mortos-Vivos”, filme de baixo orçamento que redefiniu a figura do morto-vivo como ameaça coletiva, sem explicações sobrenaturais claras e com forte subtexto social. O impacto foi imediato e duradouro.
Romero retornou repetidas vezes ao tema “zumbis”, não como repetição estética, mas como comentário de época. Entre os anos 1970 e 2000, alternou produções da chamada “trilogia dos mortos”, posteriormente ampliada, com obras que exploravam outros subgêneros: vampirismo em “Martin”, antologias em “Creepshow”, suspense psicológico e adaptações literárias. Mesmo fora do universo dos mortos-vivos, manteve interesse por personagens deslocados e estruturas de poder opressivas.
Ao longo da carreira recebeu homenagens de festivais, prêmios especiais e reconhecimentos da indústria do horror. Em 2017, após sua morte em decorrência de câncer de pulmão, foi homenageado com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. A influência de Romero permanece visível em séries, videogames e no cinema comercial. Para compreender a trajetória de George A. Romero, selecionamos sete obras do cineasta, ordenados por relevância em sua carreira. Todos os títulos estão disponíveis na Darkflix+. Você tem coragem?
Despertar dos Mortos (1978)

Quatro sobreviventes refugiam-se em um shopping center enquanto o colapso social se espalha do lado de fora. O abrigo, inicialmente seguro, transforma-se em armadilha quando hordas de mortos-vivos cercam o local. A narrativa combina ação e crítica ao consumismo, ampliando o alcance político do universo iniciado em 1968. A obra foi filmada em um shopping real na Pensilvânia durante a madrugada. Os figurantes zumbis eram, em grande parte, moradores da região. A trilha combina música original com faixas da banda italiana Goblin, reforçando o tom irônico. “Despertar dos Mortos” ganhou um remake em 2004 dirigida por Zack Snyder, com abordagem mais acelerada, focada na ação. O filme também está disponível na Darkflix+.
O Dia dos Mortos (1985)

Em um mundo já dominado pelos mortos-vivos, cientistas e militares convivem sob tensão em uma base subterrânea na Flórida. Enquanto a hierarquia militar impõe controle, pesquisadores tentam entender o fenômeno e testam a possibilidade de condicionamento dos zumbis. O conflito entre razão científica e autoritarismo conduz o desfecho. Aqui, os efeitos práticos de maquiagem tornaram-se referência técnica do gênero.
A obra ganhou duas refilmagens, uma em 2008 pelas mãos do diretor Steve Miner, com lançamento direto para home vídeo. E outra releitura livre em 2018, com foco maior em ação e suspense dirigida por Hèctor Hernández Vicens.
O Exército do Extermínio (1973)

Após a queda de uma aeronave militar, um agente biológico contamina a água de uma pequena cidade na Pensilvânia. Habitantes passam a apresentar comportamento agressivo, e o governo responde com quarentena e força militar. O filme desloca o horror para o medo da tecnologia bélica e da resposta estatal diante de crises sanitárias.
Lançada no início dos anos 1970, a trama antecipa discussões sobre armas químicas e gestão pandêmica décadas antes de se tornarem recorrentes no cinema comercial. Romero utilizou locações reais para acentuar o tom documental. O longa
Uma nova versão chegou aos cinemas em 2010 com produção de maior orçamento e ênfase em suspense de ação. O longa comandado por Breck Eisner recebeu o título “A Epidemia” no mercado brasileiro. A adaptação também está disponível na Darkflix+.
Instinto Fatal (1988)

Baseado no romance de Michael Stewart, a trama acompanha um jovem tetraplégico recebe a ajuda de um macaco-prego treinado para auxiliá-lo nas tarefas diárias. O animal, porém, integra um experimento de aumento cognitivo e passa a reagir às emoções reprimidas do dono, convertendo frustração em violência. Romero discute dependência, ética científica e projeção psicológica. O uso de um primata treinado exigiu longos períodos de adaptação no set.
A Metade Negra (1993)

Adaptação do romance de Stephen King, acompanha um escritor que adota um pseudônimo para publicar obras mais comerciais. Quando decide “matar” a identidade fictícia, uma série de crimes o coloca como principal suspeito. Romero manteve o enfoque na duplicidade criativa e na pressão do mercado editorial. A produção enfrentou dificuldades de distribuição, o que afetou seu alcance inicial.
A Máscara do Terror (2000)

Um executivo submetido a humilhações constantes desperta com o rosto coberto por uma máscara branca sem expressão. A nova aparência coincide com uma mudança de comportamento e uma escalada de vingança. A obra examina anonimato, alienação corporativa e identidade como construção social. Com trilha sonora da banda Misfits, o filme dialoga sobre o anonimato e a cultura corporativa no fim dos anos 1990. Em pouco tempo se tornou um clássico cult do mercado de home video.
Creepshow 2 – Show de Horrores (1987)

Antologia em três segmentos escrita por Stephen King e roteirizada em parceria com Romero. As histórias independentes exploram vingança sobrenatural, isolamento e culpa. A estrutura remete a revistas em quadrinhos de terror, com narrativas curtas e finais irônicos. Embora não dirigido por Romero, o projeto preserva sua marca narrativa e sua colaboração com King. Posteriormente, a marca gerou novas produções televisivas, entre elas “Creepshow 3 – Forças do Mal”, de 2006, também presente no catálogo da Darkflix+.
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