No próximo domingo (07), Dario Argento, um dos maiores nomes da história do terror, completa 85 anos. Nascido em Roma, em 1940, o cineasta italiano redefiniu o gênero com sua estética singular, marcada pelo giallo: um subgênero que mistura suspense policial, thriller psicológico e violência estilizada.
Filho da fotógrafa brasileira Elda Luxardo e do produtor Salvatore Argento, Dario cresceu respirando cinema. Antes de estrear na direção, já havia deixado sua marca como roteirista no clássico “Era Uma Vez no Oeste” (1968), de Sergio Leone. Mas foi com “O Pássaro das Plumas de Cristal” (1970) que sua carreira deslanchou, revelando ao mundo uma assinatura visual e narrativa única, que influenciaria cineastas como Quentin Tarantino e Guillermo del Toro.
Ao longo das décadas, Argento construiu uma filmografia que transita entre o mistério e o pesadelo, sempre com um senso estético inconfundível. Para celebrar o aniversário do mestre, selecionamos oito filmes essenciais disponíveis no catálogo da Darkflix+ que todo fã de terror precisa assistir:
- O Pássaro das Plumas de Cristal (1970)

A estreia de Dario Argento como diretor se tornou um marco do giallo. O filme acompanha Sam Dalmas, um escritor americano em Roma que testemunha uma tentativa de assassinato dentro de uma galeria de arte. Obcecado pelo mistério, ele se envolve numa investigação cheia de reviravoltas e perigos, na qual cada detalhe pode ser a chave para descobrir a identidade do assassino. Visualmente sofisticado e com um clima de paranoia constante, o longa estabeleceu os pilares do estilo de Argento: violência estilizada, estética meticulosa e tramas cheias de enigmas.
- O Gato de Nove Caudas (1971)

Neste segundo longa, Argento mergulha em um thriller de conspiração científica. A trama segue um jornalista e um ex-repórter cego que investigam uma série de assassinatos ligados a um centro de pesquisa genética. Combinando mistério policial, intrigas corporativas e um ritmo intenso, o filme se destaca por sua narrativa intrincada e pela crescente sensação de vulnerabilidade dos protagonistas. Embora menos gráfico do que outros trabalhos do diretor, é um exemplo brilhante de como Argento consegue manipular o suspense psicológico.
- Quatro Moscas sobre Veludo Cinza (1971)

Fechando a chamada “Trilogia dos Animais”, o longa conta a história de um baterista de rock que passa a ser perseguido por um assassino mascarado após testemunhar um crime. Com perseguições surreais, visuais ousados e paranoia crescente, a obra é um verdadeiro mergulho na mente de um homem acuado. Argento experimenta ainda mais com cortes rápidos e ângulos inusitados, consolidando o estilo que marcaria sua filmografia. O resultado é um thriller labiríntico e perturbador.
- Prelúdio para Matar (1975)

Considerado um dos pontos altos do giallo, este filme acompanha um jovem pianista britânico que testemunha o assassinato de uma médium e se vê enredado em uma série de crimes brutais. A atmosfera é reforçada pela trilha sonora magistral da banda Goblin em sua primeira colaboração com Argento. O longa é famoso por suas sequências, cenários grandiosos e por uma das mais icônicas cenas de morte do cinema de terror. É um exemplo cristalino do virtuosismo estético do diretor.
- Suspiria (1977)

Talvez o filme mais célebre de Dario Argento, “Suspiria” é uma experiência visual e sensorial única. A história segue Suzy Bannion, uma jovem bailarina americana que chega a uma prestigiada academia de dança na Alemanha, apenas para descobrir que o local esconde segredos sombrios ligados a bruxaria. Com cores saturadas e iluminação expressionista, o filme cria uma atmosfera onírica e opressiva. É o primeiro capítulo da “Trilogia das Mães” e um dos maiores clássicos do terror mundial.
- A Mansão do Inferno (1980)

Dando continuidade à “Trilogia das Mães”, Argento expande o universo de “Suspiria” em um conto ainda mais sombrio e labiríntico. A trama se divide entre Nova York e Roma, onde diferentes personagens se deparam com mistérios ligados à bruxa Mater Tenebrarum, a Mãe das Trevas. Menos linear e mais atmosférico do que seu antecessor, o filme aposta em imagens de pesadelo e uma aura quase operística. É uma obra que exige entrega total do espectador à lógica do sonho e do terror.
- Tenebre (1982)

Após explorar o sobrenatural, Argento retorna ao giallo com uma narrativa metalinguística. O filme acompanha um escritor de romances policiais que vai a Roma para promover seu novo livro, mas se vê envolvido em uma onda de assassinatos inspirados em sua obra. Com cenas de violência coreografadas e um estilo visual afiado, “Tenebre” é um dos filmes mais elegantes e impactantes do diretor.
- Phenomena (1985)

Misturando conto de fadas macabro e horror sobrenatural, este longa apresenta Jennifer Connelly em um de seus primeiros papéis no cinema. Ela interpreta uma jovem que descobre ter a habilidade de se comunicar com insetos, dom que se torna crucial quando uma série de assassinatos brutais começa a assolar o colégio interno onde estuda. Argento mistura elementos de ficção científica, ocultismo e gore, embalado por uma trilha sonora que vai de Goblin a Iron Maiden. Um verdadeiro delírio gótico.
Com essas obras, Argento não apenas ajudou a moldar o cinema de horror moderno, como também deixou um legado que atravessa gerações. Seus filmes continuam sendo revisitados, celebrados e exibidos em retrospectivas ao redor do mundo. E na Darkflix+, seu universo está sempre à espera dos corajosos.
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