Nesta terça-feira (03), Daniel Myrick celebra 62 anos de vida. Responsável por redefinir o gênero com o impactante “A Bruxa de Blair” (1999), o cineasta consolidou sua carreira explorando os limites entre realidade e ficção, e pavimentou o caminho para o sucesso do found footage no século XXI.
Foi com “A Bruxa de Blair” (disponível da Darkflix+), co-dirigido com Eduardo Sánchez, que Myrick entrou para a história do cinema. O filme, produzido com orçamento modesto e estética documental, tornou-se um fenômeno cultural e comercial. Sua trama gira em torno do desaparecimento de três jovens estudantes de cinema na floresta de Burkittsville, Maryland, enquanto filmavam um documentário sobre uma lenda local. O diferencial? Um ano depois, suas fitas são encontradas, e é a partir dessas imagens que o espectador acompanha a narrativa.

Cena de “A Bruxa de Blair” (1999) / Imagem: Divulgação
Sem trilha sonora dramática, sem monstros visíveis e com interpretações baseadas em improviso, o filme hipnotizou o público ao mergulhá-lo num terror visceral e psicológico. A Bruxa nunca aparece, mas a sensação de pavor é constante. Os atores, isolados na floresta, reagiam a eventos inesperados planejados pelos diretores, o que conferiu uma autenticidade inquietante às suas performances. A ausência de roteiro tradicional e a utilização de câmeras amadoras elevaram o realismo a um novo patamar.
Além da ousadia estética, a estratégia de divulgação de “A Bruxa de Blair” também entrou para os anais do cinema. Em uma era pré-redes sociais, Myrick e Sánchez aproveitaram o Festival de Sundance para espalhar cartazes com avisos de desaparecimento dos personagens, criando uma aura de mistério que confundiu realidade e ficção, e atraiu atenção massiva da mídia.
Após esse marco, Myrick seguiu explorando a linguagem documental e temas conspiratórios. Em 2008, dirigiu “Terror no Afeganistão”, uma mescla de ficção científica, horror e thriller militar que mais uma vez apostava na tensão psicológica em cenários isolados. Já em 2020, lançou “Skyman”, longa também no formato mockumentary, que acompanha um homem convencido de que foi abduzido por alienígenas quando criança e acredita que será visitado novamente.
Novidades recentes indicam que Myrick continua envolvido em projetos autorais e no circuito independente. Em entrevistas, o diretor destacou o desejo de revisitar o universo do horror através de narrativas mais intimistas e realistas, dando continuidade à sua marca registrada: o medo construído na sugestão, e não no explícito.
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