O terror sempre teve espaço para figuras paternas, mas nem sempre da forma esperada. Seja como heróis silenciosos que farão de tudo para proteger seus filhos, seja como vilões mascarados de autoridade, os pais no horror simbolizam não apenas proteção e liderança, mas também controle, repressão e medo. Em muitos filmes, a figura do pai carrega um peso emocional profundo, moldando os conflitos com base em traumas familiares, medos enraizados e responsabilidades mal resolvidas.
Neste Dia dos Pais, a Darkflix+ convida você a explorar essas facetas sombrias da paternidade com oito filmes em que os pais, ou figuras paternas, têm papel central (ou indireto) na trama. De delírios surreais a sacrifícios extremos, essas obras mostram que o terror também é um espelho das relações humanas mais íntimas. Prepare a pipoca e abrace o seu velho!
Escondidos (Hidden), 2015 – Direção: Matt e Ross Duffer

Depois de um ataque devastador, uma família vive escondida em um abrigo subterrâneo. Ray, o pai, é o guardião da sanidade e da segurança, enfrentando ameaças externas e internas para proteger sua filha. A tensão cresce à medida que segredos vêm à tona, revelando que o maior terror pode vir de dentro. Um retrato emocionante do sacrifício paterno.
O Padrasto (The Stepfather), 2009 – Direção: Nelson McCormick

A figura paterna aqui veste uma máscara de perfeição: David Harris é o homem ideal, o companheiro atencioso, o padrasto dedicado, mas por trás do sorriso e das boas maneiras, esconde-se um assassino meticuloso que busca um padrão doentio de harmonia. O filme mergulha na distorção máxima do arquétipo paterno, aquele que mata em nome da “família perfeita”. Um terror psicológico onde a ameaça mora dentro de casa.
Mutação (Mimic), 1997 – Direção: Guillermo del Toro

No subsolo de Nova York, uma praga geneticamente modificada escapa ao controle. Manny, um pai cego e amoroso, faz de tudo para proteger seu filho autista no caos urbano. A presença paterna é sutil, mas poderosa, num cenário de monstros criados pela arrogância humana. Del Toro constrói uma história onde o instinto de proteção é maior que o medo.
Poltergeist, o Fenômeno (Poltergeist), 1982 – Direção: Tobe Hooper

Steve Freeling é o típico pai de classe média, cuja vida vira um pesadelo quando forças sobrenaturais atacam sua filha. A luta de um pai contra o invisível, e contra a negação, transforma a casa dos sonhos em um campo de guerra espiritual. Um clássico em que a paternidade é testada ao limite.
Eraserhead, 1977 – Direção: David Lynch

Neste pesadelo surreal, Henry Spencer se vê como pai de uma criatura deformada, num mundo estranho e opressor. O filme é uma metáfora angustiante sobre os medos da paternidade, insegurança, impotência e responsabilidade. Um terror psicológico intenso sobre se tornar pai em um universo que já parece colapsado.
Boa Noite, Mamãe (Ich seh, Ich seh), 2014 – Direção: Severin Fiala & Veronika Franz

Apesar do foco estar na mãe, o pai ausente paira como uma sombra sobre os gêmeos protagonistas. A falta paterna contribui diretamente para a desconfiança e o colapso emocional dos meninos. O filme investiga o que acontece quando a figura de referência desaparece e como o vazio deixado por um pai pode ser preenchido por paranoia e violência.
Corra (Get Out), 2017 – Direção: Jordan Peele

Dean Armitage parece ser um sogro simpático, mas esconde intenções macabras. No centro da trama está o legado paterno, um patriarcado racista que manipula corpos e identidades para manter sua supremacia. Um terror social poderoso que expõe como figuras paternas podem ser autoritárias e destrutivas mesmo sob aparência civilizada.
Frankenstein, 1931 – Direção: James Whale

Henry Frankenstein é o “pai” que cria vida, mas se recusa a amar sua criação. Esse abandono transforma o monstro num símbolo trágico do filho rejeitado. Um clássico absoluto em que a responsabilidade paternal (ou a ausência dela) desencadeia o horror. A pergunta central ecoa: o que acontece quando um pai nega seu filho?
Seja protetor, ausente, monstruoso ou falho, o pai no cinema de terror é um reflexo distorcido de nossas maiores angústias familiares. Que este Dia dos Pais traga, além do abraço, uma boa dose de reflexão… e sustos!
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