• Darkflix
  • Filmes

Ainda estamos aqui! 14 filmes de terror esnobados pelo Oscar, mas que ainda merecem sua atenção

Publicado em 3 de Março de 2025 por Wanda Pankevicius Barros

Muitos até conseguem a tão sonhada indicação, normalmente em categorias técnicas, mas poucos levam a estatueta dourada para casa.

O Oscar 2025 aconteceu ontem e, mais uma vez, o terror foi deixado de lado. Apesar das expectativas e do burburinho em torno das performances intensas da brasileira Fernanda Torres no drama “Ainda estou aqui”, que levou o prêmio de Melhor Filme Internacional, e da atriz Demi Moore – esta última no aclamado body horror “A Substância” -, nenhuma das duas levou o prêmio de Melhor Atriz. Uma realidade que só reforça um padrão antigo: a Academia simplesmente não sabe lidar com o horror e com boas atuações em um idioma que não seja o inglês.

Ao longo da história do Academy Awards, o gênero foi repetidamente ignorado ou reduzido a uma “forma menor de entretenimento”. Mesmo quando um filme de terror rompe barreiras e conquista indicações, raramente recebe o devido reconhecimento. A grande exceção continua sendo “O Silêncio dos Inocentes” (1991), que triunfou na categoria de Melhor Filme – ainda que muitos insistam em rotulá-lo como um thriller.

Mas aqui, o terror não é esquecido. Se o Oscar o esnoba, nós o exaltamos! Para fazer justiça, listamos 14 filmes do gênero que mereciam ganhar uma estatueta (ou ao menos, uma indicação). Confira:

Frankenstein (1931), disponível na Darkflix+

A “Academia de Prêmios” ou o “Oscar”, foi criada em 1927 e a primeira cerimônia de premiação foi realizada em 1929, ou seja, dois anos antes de “Frankenstein” ser exibido ao público.

Em 1931, muitos filmes importantes foram lançados, entre eles “Drácula” com Bela Lugosi – se ambos fossem indicados, certamente haveria uma disputa acirrada, mas naquela época, o gênero ainda não era visto como relevante.

Sob a direção de James Whale, “Frankenstein” apresenta o monstro idealizado pela escritora Mary Shelly em seu revolucionário romance homônimo. Ao lado de “Drácula” (1931), o filme foi precursor na recriação cinematográfica de histórias e criaturas aterrorizantes que marcariam gerações.

O longa-metragem acompanha o ambicioso Dr. Henry Frankenstein e o desenrolar de seu projeto horrendo: dar vida a um ser humano criado a partir de restos de cadáveres. Para o espanto de todos, o corpo composto de partes de pessoas mortas ganha vida durante a experiência, porém, a criatura interpretada pelo icônico ator Boris Karloff, age por instinto e apresenta pouca inteligência. A figura da criatura é uma imagem imortal e inesquecível.

Aqui, caberia uma justa premiação de Melhor Ator para o impressionante Karloff, que mesmo sem falas, entregou uma performance absurda. O olhar vazio, sem alma, expressões de alegria, os grunhidos de desespero e dor levam o público a sentir empatia pelo monstro.

 

Monstros (1932), disponível na Darkflix+ 

Tod Browning foi o diretor de “Drácula”, icônico filme de 1931, que imortalizou o ator Bela Lugosi no papel do eterno vampiro. Com o sucesso e reconhecimento adquiridos pelo sucesso da obra, ele conseguiu usar sua recente influência para tirar do papel um projeto pelo qual era apaixonado: “Monstros”.

O cineasta passou sua adolescência em um circo itinerante e “Monstros” é uma espécie de homenagem a esses anos e aos artistas que lá conheceu. Embora seja comumente classificado como um terror, muitos argumentam que é impossível encaixá-lo em qualquer gênero. Para o elenco, Browning escalou artistas de circo com deformidades reais para uma obra que os retratava como monstros aos olhos da sociedade, enquanto os personagens padrões possuem um caráter, digamos duvidoso. O diretor aborda questões importantes sobre diversidade, desigualdade e inclusão. Porém, os momentos perturbadores da trama desagradaram o público da época e a carreira de Browning despencou, não é surpresa que o longa não tenha recebido nenhuma menção ao Oscar.

O enredo conta a história de Cleópatra, uma trapezista que mantém um caso com o forte Hércules, mas decide se casar com o anão Hans, herdeiro de uma enorme fortuna. Porém, os demais integrantes do circo percebem o interesse dela na fortuna de seu amigo e planejam uma vingança.

 

Psicose (1960)

É surpreendente que “Psicose”, talvez o maior filme de terror já realizado, não tenha ganho um único Oscar. Embora tenha sido indicado a quatro categorias pela Academia: Melhor Diretor, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Direção de Arte e Melhor Fotografia, não levou nenhuma estatueta para casa. No Oscar de 1961, os respectivos vencedores foram Billy Wilder, Shirley Jones, “Se Meu Apartamento Falasse” e “Filhos e Amantes”. O filme sequer foi indicado por Melhor Trilha Sonora, uma de suas qualidades.

Hoje, “Psicose” é considerado um exemplo ímpar da cinematografia e um dos grandes filmes do lendário diretor Alfred Hitchcock. Artisticamente deslumbrante e com ótimas atuações, a obra não foi tão bem recebida pelos críticos quando lançada, porém, alcançou grande bilheteria. O público estava ávido para assistir a história sobre um homem desequilibrado que se veste com as roupas da falecida mãe para matar jovens mulheres que se hospedam em sua pousada.

 

Inverno de Sangue em Veneza (1973), disponível na Darkflix+ 

Embora tenha recebido algumas críticas favoráveis, “Inverno de Sangue em Veneza” chegou ao público sem muito alarde – apesar da cena de sexo polêmica censurada em vários países na época, inclusive no Brasil.

O filme dirigido por Nicolas Roeg recebeu sete indicações no 27º British Academy Film Awards, vencendo na categoria de Melhor Fotografia. No entanto, não conseguiu nenhuma indicação ao Oscar, nem mesmo ao prêmio de Melhor Fotografia da Academia, que naquele ano foi para o longa “Gritos e Sussurros”.

Com Donald Sutherland e Julie Christie no elenco, a produção conta com uma bela trilha sonora, excelentes sequencias, além do uso de cores e diversas técnicas de câmera. A figura espectral da filha do casal protagonista em um casaco de capuz vermelho se tornou uma imagem icônica do cinema de horror dos anos 70, sendo citada posteriormente em “Viagem Maldita” de Alexandre Aja. Adaptado de um conto de Daphne du Maurier, a história se passa alguns meses após o casal Laura e John Baxter perderem sua filha caçula em um afogamento acidental. O estopim da trama acontece quando o casal conhece duas irmãs com poderes psíquicos que dizem ver a criança falecida entre eles.

 

O Exorcista (1973)

Este festival de terror absoluto chegou perto de ganhar o prêmio de Melhor Filme – é um caso raro de um filme de terror realmente recebendo o respeito que merece com uma indicação – mas perdeu para “Golpe de Mestre”.

Na época, ninguém havia visto um grande filme de Hollywood como este, com tal abordagem e efeitos especiais. A obra recebeu críticas mistas. Muitos gostaram do terror absoluto, enquanto outros acharam que era perturbador demais para ser exibido. Até o renomado crítico de cinema americano Roger Ebert deu nota máxima ao “Exorcista”, mas também se perguntou por que as pessoas iriam querer suportar “uma experiência tão crua e dolorosa”. Por fim, foi indicado para um total de 10 Oscars e ganhou dois (Melhor Mixagem de Som e Melhor Roteiro Adaptado).

 

Carrie, a Estranha (1976), disponível na Darkflix+

“Carrie, a Estranha” é um dos raros filmes de terror a receber indicações nas principais categorias do Oscar. Na sua 49º edição, Sissy Spacek foi indicada ao prêmio de Melhor Atriz e Piper Laurie à Melhor Atriz Coadjuvante. Apesar de suas performances estarem entra as mais icônicas da história do cinema, nenhuma delas levou o cobiçado prêmio para casa.

Dirigido pelo grande cineasta Brian de Palma, “Carrie” também é considerado um dos maiores clássicos do gênero. Na trama, Carrie, uma adolescente tímida, é atormentada pelos colegas da escola e por sua mãe Margaret, uma fanática religiosa que controla e castiga a filha por acreditar que seu comportamento é pecaminoso. Durante a história, a jovem descobre que possui estranhos poderes e em um momento de fúria, decide usá-los.

 

A Profecia (1976), disponível na Darkflix+

Em junho de 1976, chegava às telas dos cinemas o filme “A Profecia”, obra que faria parte da lista dos melhores filmes de horror da indústria – ao lado de produções como “O Exorcista” (1973) e “O Bebê de Rosemary” (1968).

Após o sucesso de “O Exorcista”, o produtor Harvey Bernhard decidiu apostar no forte apelo que as tramas de terror envolvendo religião tinham e designou ao roteirista David Seltzer uma missão: escrever uma história com tais elementos. Seltzer não era fã do gênero, mas aceitou o desafio. Passou a estudar a bíblia (algo que nunca havia feito) e ficou fascinado, especialmente pelo livro do Apocalipse.

Depois de muitas pesquisas, o roteirista foi capaz de juntar elementos para escrever o que se tornaria “A Profecia”, história de um vilão inocente, uma criança que desconhece sua origem e seus poderes. Seltzer retratou o diabo por uma perspectiva psicológica, inserindo no roteiro a dúvida sobre Damien ser realmente o Anticristo. Repleto de referências e recursos narrativos, ele criou um excelente conto de horror.

Mesmo com tantas qualidades, seria difícil conquistar a estatueta dourada, a 49ª edição do Oscar tinha ótimos filmes concorrendo às premiações, entre eles, “Rede de Intrigas”, “Rocky: Um Lutador”, “Taxi Driver”, “Todos os Homens do Presidente”, “Esta Terra É Minha”, “King Kong” e “Nasce uma Estrela”. Ainda assim, “A Profecia” foi indicado na categoria de Melhor Canção Original e Melhor Trilha Sonora, vencendo a última, mas merecia mais.

 

Alien – O Oitavo Passageiro (1979), disponível na Darkflix+

Ficção cientifica e ação com grande ênfase para o terror. É assim que podemos classificar Alien – O Oitavo Passageiro. Dirigido por Ridley Scott e protagonizado pela então novata Sigourney Weaver, o filme fez imenso sucesso nas bilheterias e foi aclamado pela crítica. Não passou despercebido na premiação do Oscar, ganhou a estatueta de Melhores Efeitos Especiais, mas merecia mais, a obra poderia facilmente atender os requisitos das categorias de Melhor Diretor e Melhor Filme. Esnobado pela Academia, recebeu outras 21 indicações, levando para casa 18 prêmios no total.

No roteiro, o rebocador espacial Nostromo responde a um misterioso pedido de socorro vindo de um planeta supostamente deserto. Seus tripulantes ficam à mercê do perigo após descobrirem uma forma de vida mortífera que se aloja em humanos, usando-os como hospedeiros.

Destaque para a sequência de 1986, dirigida por James Cameron. “Aliens, O Resgate” traz Weaver de volta no papel de Ellen Ripley. A personagem é encontrada flutuando no espaço dentro de uma cápsula de fuga. Ela é salva, mas para sua surpresa, 57 anos se passaram. Aqui, Cameron criou talvez a melhor sequência de ficção científica da história do cinema, superando o original. Desta vez, a produção recebeu sete indicações ao Oscar e venceu duas: Melhores Efeitos Especiais e Melhor Edição de Som.

 

O Iluminado (1980), disponível na Darkflix+

Lançado em 1980, “O Iluminado”, adaptação do romance homônimo de Stephen King, é hoje uma das grandes joias do terror, obra obrigatória para qualquer pessoa interessada na sétima arte, seja um amante do gênero, ou não.

Impecável, o longa já faz parte da cultura pop mundial, mas na época não foi visto dessa forma. Se tivesse recebido o devido reconhecimento, certamente Stanley Kubrick receberia um Oscar pela direção e Jack Nicholson pela atuação icônica – quem não se lembra da frase “Here’s Johnny!” (Aqui está o Johnny!), dita pelo protagonista enquanto persegue sua esposa com um machado nas mãos?

Entretanto, “O Iluminado” sequer concorreu. E mesmo com grandes competidores naquele ano, como “Gente como a Gente” (vencedor de quatro categorias, incluindo melhor filme e direção), “Touro Indomável”, “O Homem Elefante”, “Tess” e “O Destino Mudou Sua Vida”, a obra merecia ao menos uma indicação.

 

O Enigma de Outro Mundo (1982), disponível na Darkflix+

Uma das grandes injustiças entre as obras de terror, foi o fato de “O Enigma de Outro Mundo” não concorrer ao Oscar de Melhor Maquiagem ou Efeitos Visuais. E antes que você diga que naquela época tais categorias eram recentes, lembramos que, embora o prêmio de Melhor Maquiagem tenha entrado na lista da Academia no ano anterior, a de Efeitos Visuais têm sido um marco na cerimônia de premiação desde a sua criação.

Vale dizer ainda, que o filme dirigido por John Carpenter – um dos grandes nomes da área – foi criticado e até recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro na categoria Pior Trilha Sonora. A exemplo dos filmes anteriores, o tempo tratou de corrigir tais erros e atualmente “O Enigma de Outro Mundo” é considerado um clássico cult do gênero.

Baseada na publicação “Who Goes There?”, do autor John W. Campbell Jr., a trama se passa na remota Antártida, onde 12 pesquisadores descobrem um alienígena soterrado na neve há mais de 100.000 anos.

 

Poltergeist – O Fenômeno (1982), disponível na Darkflix+

Sem dúvida, 1982 foi um ano excepcional para Steven Spielberg. Além do lançamento do sucesso “E.T. O Extraterrestre”, o cineasta também ajudou a escrever e produzir “Poltergeist – O Fenômeno”, uma obra-prima do terror dirigida por Tobe Hooper, de “O Massacre da Serra Elétrica”. E sejamos justos, o filme até recebeu três indicações: Trilha Sonora Original, Edição de Som e Efeitos Visuais, mas perdeu em todas. Ironicamente, o vencedor de tais categorias foi o respeitável oponente: E.T. O Extraterrestre.

Com um argumento eficiente “Poltergeist”, mostra o cotidiano de uma típica família americana em sua nova casa, um condomínio construído pela empresa em que o pai trabalha. Logo após se estabelecerem, estranhos eventos ocorrem na residência e a filha mais nova do casal, Carol Anne, passa a interagir com vozes que saem da televisão.

Além do sucesso comercial, o longa também ganhou projeção devido aos mistérios que cercam sua produção. A atriz Dominique Dunne, que interpretou a filha mais velha do casal e Heather O’Rourke, a protagonista mirim, morreram pouco tempo depois. Ainda assim, o sucesso do longa rendeu mais duas sequências e uma refilmagem em 2015.

 

A Bruxa de Blair (1999)

“A Bruxa de Blair” possui uma das maiores histórias de sucesso da história do cinema. Originalmente produzido com um orçamento de cerca de 22 mil dólares, foi o queridinho no Festival Sundance de Cinema de 1999. Ganhou notoriedade com uma campanha inovadora de marketing na Internet e arrecadou quase US$ 250 milhões nas bilheterias. Foi amado principalmente pelos críticos, e alcançou uma aprovação de 86% no Rotten Tomatoes. A inovação não ficou apenas na divulgação, mas na roupagem de documentário que o longa recebeu trazendo à tona o subgênero found footage, que inspirou obras como a franquia “Atividade Paranormal”.

O que fez o filme se tornar avant-garde é o fato dos diretores não usarem nenhum efeito especial para assustar o público, a Bruxa sequer aparece durante o longa e as reações dos atores eram reais, uma vez que eles não possuíam um roteiro fechado nem sabiam o que esperar enquanto estavam na floresta.

“A Bruxa de Blair” recebeu ao todo 26 indicações em diversos Festivais Estrangeiros e Associações de Críticos, desse total ganhou 19, entre eles o prêmio de Melhor Filme no Independent Spirit Awards. Ainda assim, foi ignorado pela Academia, que poderia, ao menos, indica-lo à Melhor Roteiro Original.

 

O Labirinto do Fauno (2006), disponível na Darkflix+

Foi por pouco, “O Labirinto do Fauno” recebeu seis indicações ao Oscar, ganhou três: Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia e Melhor Maquiagem. O mais próximo que chegou de se consagrar como melhor película do ano na 79ª cerimônia foi a indicação de Melhor Filme Estrangeiro, mas perdeu a estatueta para o alemão “A Vida dos Outros”.

Mas por que o filme de Guillermo Del Toro merecia o prêmio? Porque funciona em muitos níveis. É uma espécie de conto de fadas que se passa no mundo real, na Espanha fascista pós-Guerra Civil (1944), onde uma menina tenta manter sua família segura. Fala sobre escapar da opressão, através de cenários e imagens aterradoras, incluindo o já icônico monstro devorador de crianças, o “Pale Man”, cujos olhos pousam em suas mãos ameaçadoras.

 

Deixa Ela Entrar (2008), disponível na Darkflix+

Baseado no Best Seller de John Ajvide Lindqvist, que também assina o roteiro, o terror acompanha uma jovem vampira e o relacionamento com seu guardião mortal e seu novo vizinho, um solitário menino de 12 anos. Os jovens atores são brilhantes e a cinematografia traz imagens frias e sombrias do inverno sueco. A trama possui momentos arrepiantes (literal e figurativamente) e empresta um realismo intenso à história sobrenatural.

É claro, filmes estrangeiros dificilmente são indicados ao Oscar, com raras exceções, mas a injustiça aqui é que “Deixa Ela Entrar” sequer foi indicado à categoria de Melhor Filme Estrangeiro. Mas nem por isso, a película deixou de ser reconhecida. O filme conquistou mais de 58 premiações em respeitados festivais pela Europa, América e Associações de Críticos de inúmeros países. Apesar de ser protagonizada por crianças, a obra vampiresca é uma requintada trama adulta de amor e inocência, carregada de emoção que não esquece o gênero ao qual pertence.

 

 

DARKFLIX+ é um serviço de streaming de filmes e séries dos gêneros terror, ficção-científica e fantasia. Baixe o aplicativo DARKFLIX+ no seu celular ou tablet diretamente de sua loja de aplicativos ou acesse pelo site www.darkflixplus.com.br. Para ter acesso ao conteúdo pago basta assinar o serviço por R$ 9,90/mês, ele pode ser pago através de cartões de crédito. A DARKFLIX+ está disponível em diversos sistemas operacionais e dispositivos de Smart TVs, como o Tizen, webOS, Roku, Android TV, Chromecast, além de iOS e Android (mobile), entre outros. Também está disponível para assinatura pela Claro tv+.