O cineasta carioca Júlio Eduardo Bressane, um dos principais expoentes do Cinema Marginal brasileiro, completa hoje 79 anos.
Bressane iniciou sua trajetória no cinema em 1965, atuando como assistente de direção de Walter Lima Jr. No ano seguinte, estreou na direção com os curtas-metragens documentais “Lima Barreto – Trajetória” e “Bethânia Bem de Perto”. Em 1967, lançou seu primeiro longa-metragem, “Cara a Cara”, influenciado pelo Cinema Novo, especialmente pelas obras de Glauber Rocha.
No final da década de 1960, em parceria com o cineasta Rogério Sganzerla, fundou a produtora Belair. Em um curto período, produziram filmes de baixo orçamento e prazos reduzidos, como “O Anjo Nasceu” e “Matou a Família e Foi ao Cinema”, ambos de 1969. Este último foi alvo de censura durante o regime militar, sendo retirado das salas de exibição. Após a morte do militante político Carlos Marighella, Bressane optou pelo exílio em Londres, acompanhado de Sganzerla e da atriz Helena Ignez, devido a acusações de ligação com Marighella.
Retornando ao Brasil em 1972, trouxe consigo o filme “Memórias de um Estrangulador de Loiras”. Reativou a Belair, apostando em uma produção cinematográfica rudimentar, porém criativa em conceito. Ao longo dos anos, foi laureado com diversos prêmios no Festival de Brasília, destacando-se com filmes como “Tabu” (1982), “São Jerônimo” (1999) e “Dias de Nietzsche em Turim” (2001). Além do cinema, Bressane aventurou-se na literatura, publicando os livros de ensaios “Alguns” e “Fotograma”.
Em 2021, lançou “Capitu e o Capítulo”, uma abordagem livre da obra “Dom Casmurro”, de Machado de Assis. Em entrevista ao jornal O Globo, Bressane comentou sobre a adaptação: “As pessoas ficam presas na discussão se Capitu traiu ou não. A questão principal não é a Capitu, é o capítulo”.
Em 2023, apresentou “A Longa Viagem do Ônibus Amarelo”, um filme de 7 horas e 20 minutos que reúne imagens capturadas durante uma viagem de carro entre Itália e Nepal nos anos 1970, além de fragmentos de toda a sua filmografia. O longa estreou no Festival de Roterdã e foi exibido no Brasil durante o Festival Ecrã, na Cinemateca do MAM-RJ.
Atualmente, Bressane trabalha em um novo projeto intitulado “Pitico”, que pretende narrar a gênese de uma pequena cidade do interior, baseada em documentos reunidos pelo historiador Hermes Aires Azevedo. Sobre sua incessante produção, o cineasta afirma: “Eu faço filmes porque preciso do cinema, é uma necessidade, uma força que eu não compreendo”.
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