“Quem Matou Rosemary”, slasher da era de ouro do gênero, completa 40 anos

Publicado em 11 de Novembro de 2021 por Wanda Pankevicius Barros

Lançado em novembro de 1981, “Quem Matou Rosemary” foi um dos inúmeros slashers que chegaram ao cinema no auge da era de ouro dos filmes repletos de adolescentes mortos de forma violenta com direito a muito sangue. O longa pegou carona nos sucessos de bilheteria de “Sexta-feira 13 – Parte 2, “Feliz Aniversário para Mim”, “Pague para Entrar, Reze para Sair” e tantos outros. Mesmo com uma narrativa similar a “Dia dos Namorados Macabro”, o longa dirigido por Joseph Zito conseguiu arrecadar o dobro do seu modesto orçamento, afinal, serial killers, normalmente são sinônimos de boa bilheteria (com algumas exceções, claro).

As perspectivas financeiras do filme seriam maiores se a produção não tivesse perdido o lançamento nacional nos Estados Unidos pela distribuidora Avco Embassy (a mesma de filmes como “A Bruma Assassina” e “A Morte Convida para Dançar”) e se a MPAA – Motion Picture Association of America – não tivesse designando uma classificação tão restrita, algo que também ocorreu em vários países. Para se ter uma ideia, na Alemanha, o filme foi tão editado que nem a parte onde o assassino é revelado foi poupada. Com o tempo, isso acabou gerando uma aura cult em torno de “Quem Matou Rosemary”, cuja o título original é “The Prowler”, algo como o ladrão, o meliante, o gatuno, etc.

 

Uma das cenas clássicas do filme “Quem Matou Rosemary” / Imagem: Reprodução

 

A classificação ferrenha não chegou a ser uma surpresa, afinal o filme traz mutilações, esfaqueamento, gargantas degoladas, cabeças que explodem e vítimas perfuradas por diferentes ferramentas. Tudo com a assinatura do mago da maquiagem, Tom Savini. Aliás, esse é considerado por muitos o seu melhor trabalho, uma sequência do que ele já havia feito em “Chamas da Morte”, outro slasher do mesmo período. Graças a magia de Savini, ainda hoje, é difícil detectar as “costuras” da maquiagem.

Mas é preciso ressaltar que o resultado teve influência direta do diretor Joseph Zito. Com seu olhar afiado para o tormento de seus personagens, as mortes da trama não são frugais ou rápidas, muito pelo contrário, todas são desconfortáveis para o público.

“Quem Matou Rosemary” se tornou uma preciosidade dos anos 1980. A obra conseguiu se sobressair entre outras produções por alguns detalhes inteligentes da trama e pela violência abundante – para o deleite dos fãs de gore. A história se inicia nos anos 40, quando soldados americanos que lutaram na Segunda Guerra Mundial retornam para casa. Um dos soldados destoa entre a felicidade de todos, sua amada Rosemary lhe trocou por outro. É nesse período que ocorrem os primeiros crimes, Rosemary e seu novo namorado são mortos brutalmente. Após 35 anos, o caso ainda não foi solucionado e um desconhecido vestindo uniforme do Exército decide reviver o duplo assassinato matando os universitários da pequena cidade de Nova Jersey durante um Baile de Primavera.

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