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Prazer no medo: o que a psicologia revela sobre quem ama filmes de terror

Publicado em 8 de Dezembro de 2025 por Wanda Pankevicius Barros

Nem todo mundo termina um filme de terror com o sono comprometido. Enquanto alguns espectadores levam para a cama imagens perturbadoras e o coração acelerado, outros desligam a TV, apagam a luz e dormem profundamente. Esse comportamento, que pode parecer estranho à primeira vista, chama a atenção de pesquisadores da psicologia e da neurociência há algum tempo.

Estudos recentes apontam que a capacidade de assistir a filmes de terror sem impacto duradouro pode estar relacionada a traços específicos de personalidade, como menor sensibilidade ao medo, busca por sensações intensas e uma forma particular de processar emoções. É a partir desse fenômeno que o terror deixa de ser apenas entretenimento e passa a revelar muito sobre quem está diante da tela.

Pesquisas da psicologia do medo lançam luz sobre esse paradoxo. Um importante levantamento científico escrito pelo Dr. G Neil Martin, professor honorário de Psicologia na Regent’s University London e entusiasta de filmes de terror, aponta que pessoas com menor sensibilidade ao medo e com baixa sensibilidade empática tendem a curtir horror mais do que se assustar de fato. Traços como como a “busca por sensações” (sensation seeking) e curiosidade mórbida aparecem como fortes preditores de quem se sente atraído por filmes de terror. Quem possui essas características parece capaz de dissociar o horror da realidade, transformando o medo em algo que dá prazer.

Para esse grupo, o terror funciona quase como uma montanha-russa emocional controlada, há picos de adrenalina, tensão e sustos, seguidos por um alívio: a liberação de dopamina e endorfinas. Esse ciclo de “medo e alívio” pode gerar uma sensação de domínio sobre emoções fortes, como se o espectador saísse mais resiliente, e até mais relaxado, após “sobreviver” à ficção.

Há ainda quem sugira que, com a repetição, o cérebro de fãs assíduos do gênero pode se tornar “dessensibilizado”. O sistema límbico (que regula medo e repulsa) responde com menor intensidade, reduzindo reações como pânico, sudorese, ou taquicardia, tornando o horror algo quase normal.

No entanto, o efeito não é universal. Pessoas com alta empatia, com predisposição à ansiedade ou com histórico de traumas tendem a absorver as emoções intensas das histórias e podem sofrer consequências como insônia, pesadelos ou estresse prolongado.

Os estudos sobre o tema revelam algo importante: o horror não é apenas sobre sustos e gritos, para muitos, é também uma jornada íntima pelo medo, pela curiosidade e pelo autoconhecimento. Saber que você consegue assistir a uma cena aterrorizante e ainda assim dormir tranquilo pode significar que seu cérebro encontra no horror um espaço seguro para explorar emoções intensas, processá-las e “resetar”. Você tem coragem?

 

 

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