Trocadilhos a parte, nossa ideia é sugerir seis longas-metragens para iniciar noirvembro com chave de ouro!
São produções clássicas para você explorar o cinema de luz, escuridão e sombras aterradoras com histórias fatalistas, imagens altamente estilizadas, protagonistas moralmente ambíguos, cenários urbanos, corrupção e claro, a personagem femme fatale.
O Noir não é um gênero, mas um movimento que surgiu por razões especificas em determinado momento da história. Por certo, sabemos que seu principal catalizador foi a Segunda Guerra Mundial. De forma resumida, ele nasceu nos Estados Unidos, foi estilizado por cineastas alemães e batizado pelos franceses. O escritor americano Dennis Lehane, autor de “Shutter Island”, “Sobre Meninos e Lobos”, entre outros, certa vez disse, “Em Shakespeare, os homens caem dos tronos. No noir, eles caem da sarjeta.”
Em outras palavras, obras caracterizadas como noir normalmente abordam a tragédia, a perda da segurança, da estabilidade, que leva personagens a ações impensáveis e desumanas. A trama é composta por algum tipo de desgraça e pavor, algo que o aproxima das obras de terror, um gênero que também abrange uma ampla gama de subgêneros dentro de si. Tanto o noir, quando o terror, usam suspense e mistério para manipular emoções, ambos frequentemente (embora nem sempre) giram em torno de alguma forma de transgressão violenta e conduzem a um caminho de ruína. Na lista abaixo, selecionamos filmes que possuem ambos elementos.
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CORAÇÃO SATÂNICO (Angel Heart), 1987

“Coração Satânico”, brilhantemente orquestrado por Alan Parker, se baseia na obra-prima de William Hjortsberg e faz o casamento perfeito entre o horror psicológico e o noir. Na trama, Mickey Rourke atua como protagonista e o ator Robert De Niro vive o antagonista Louis Cyphre, ambos com uma interpretação brilhante e diabólica. O enredo se passa em 1955, em Nova York. O detetive particular Harry Angel (Rourke) é contratado pelo rico empresário Louis Cypre para encontrar o músico Johnny Favorite, desaparecido desde seu retorno da guerra. A busca o leva à Nova Orleans e se torna uma verdadeira descida ao inferno enquanto Angel se depara com rituais macabros, mortes e muito sangue. Quanto mais peças do quebra-cabeça ele junta, mais perto de uma revelação inquietante se aproxima. Uma obra imperdível, quanto mais vezes você vê o filme, mais assustador ele se torna.
AS DIABÓLICAS (Les Diaboliques), 1955

Em “As Diabólicas”, acompanhamos um triângulo amoroso baseado em amor e ódio, dominação e inteligência. A trama se desenvolve entre Michel Delasalle, cruel diretor de uma escola, sua esposa Christina e sua amante, Nicole. Logo no início já descobrimos que as duas mulheres se tornaram amigas e juntas criam um plano para matar Michel, mas após o suposto assassinato seu corpo desaparece e estranhos acontecimentos passam a atormentar a dupla. Dirigido pelo controverso Henri-Georges Clouzot, a obra é considerada um marco do cinema como um dos melhores thrillers já produzidos nas últimas décadas. Na publicação Guide des Films do grande historiador francês Jean Tulard, o longa recebeu três estrelas, algo alcançado por poucas obras. De acordo com Tulard, “uma atmosfera inquietante e uma angústia surda pairam neste filme perfeitamente controlado, em que reina um clima sombrio e desesperador. De seus ambientes nasce uma poesia mórbida que amplia o valor deste hábil suspense noir”.
O HOMEM-LEOPARDO (The Leopard Man), 1943

Dirigido por Jacques Tourneur – cineasta habituado a explorar serial-killers psicopatas -, “O Homem Leopardo”, proporciona uma sensação indelével de pavor por conta da sugestão. As mortes acontecem sem a necessidade de exposição. Na trama, uma onda de assassinatos atinge uma pequena cidade do Novo México logo depois que o dono de uma boate perde o leopardo que comprou para atrair clientes. As vítimas sofrem feridas profundas que parecem ocasionadas pelas garras do animal. Mas, logo os moradores começam a desconfiar que a fuga do felino pode ser a desculpa perfeita para alguém que tem prazer em matar.
A exploração de assassinos em séries e as fantásticas cenas de terror fazem da obra um filme obrigatório para cinéfilos, principalmente por mostrar grande empatia por personagens oprimidos.
SANGUE DE PANTERA (Cat People), 1942

“Sangue de Pantera” não poderia ficar fora desta lista. Também dirigido por Jacques Tourneur e realizado com um orçamento de US$ 134 mil, o filme ganhou as bilheterias e arrecadou cerca de US$ 4 milhões. Na história, acompanhamos a jovem Irena Dubrovna, uma estilista sérvia que vive em Nova York. Após se casar com o arquiteto Oliver Reed, Irena acredita que seu matrimônio está ameaçado por uma antiga maldição que cai sobre as mulheres nascidas em sua terra natal. Como suas ascendentes, ela crê que irá se transformar em uma pantera assim que vivenciar sentimentos intensos de paixão, raiva e ciúmes, colocando a vida de outras pessoas em risco. Para ajudá-la, Oliver contrata um psiquiatra a fim de entender o que está causando tais pavores. Seria a maldição real? “Sangue de Pantera” é um terror psicológico urbano e intimista, em que o medo é muito mais sentido e imaginado do que visto.
TENEBRE (Tenebre), 1982

O giallo italiano representa o nexo perfeito entre crime e terror, incorporando elementos essenciais do teatro Grand Guignol, mistério policial, romance gótico, thrillers hitchcockianos e filmes de horror. E quando pensamos em giallo, “Tenebre” vem à mente, uma verdadeira pérola do consagrado Dario Argento. Aqui, acompanhamos o escritor americano Peter Neal durante a sua visita à Roma para divulgar seu novo livro, intitulado Tenebre. Enquanto se encontra na cidade, uma jovem é assassinada e páginas de sua publicação são encontradas na boca da vítima. O autor decide investigar o mistério com a ajuda de dois detetives. O diretor vai apresentando várias pistas durante a trama sobre quem é o assassino, ainda assim é difícil deduzir quem está por trás dos crimes, pois novos acontecimentos e mortes confundem o espectador. O verdadeiro criminoso só é relevado no final, para a surpresa de todos. Este é um dos mais violentos filmes do cineasta e está entre as melhores obras de Argento. A trilha sonora foi realizada pelo notável grupo Goblin e a fotografia ficou a cargo de Luciano Tovoli, de “Suspiria”.
O HOMEM DE PALHA (The Wicker Man), 1973

O recente ressurgimento do terror folk restabeleceu firmemente “O Homem de Palha” como uma obra fundamental do cinema. Criado por Anthony Shaffer e Robin Hardy, o clássico foi muito bem recebido pela crítica especializada e pelo público. O filme, a partir de elementos de fantasia e horror, conta a história do sargento Howie que passa a investigar o desaparecimento de uma menina em uma pequena comunidade isolada na costa oeste da Escócia. Durante a investigação, o policial moralista se choca com os costumes do local onde casais fazem sexo ao ar livre e mulheres dançam nuas em rituais religiosos. Quando conhece o Lord Summerisle, líder religioso de uma seita pagã, belamente interpretado por Christopher Lee, a sua investigação passa a correr perigo. Trata-se de uma obra subversiva, que empresta ao final apocalíptico toda a sua força transgressiva.
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