Se o dia 26 de maio é marcado pelo nascimento de Peter Cushing, o dia 27 se torna ainda mais emblemático para os amantes do horror, é o aniversário de Vincent Price e Christopher Lee — dois nomes indispensáveis para entender a história do cinema de gênero. Juntos, os três formaram o que ficou conhecido como a Tríade do Horror, um trio que moldou o terror moderno com talento, presença de tela e uma aura inconfundível.
Christopher Lee (1922 -2015), o Lorde sombrio do cinema

Nascido em 27 de maio de 1922, em Londres, Christopher Lee iniciou sua carreira nos anos 1940, mas foi apenas uma década depois que sua figura imponente e voz grave encontraram um espaço duradouro no imaginário do horror. Sua estreia no gênero aconteceu com “A Maldição de Frankenstein” (1957), onde atuou ao lado de Peter Cushing, início de uma parceria que se tornaria lendária.
Pouco depois, Lee eternizaria o papel do Conde Drácula em “Drácula – O Vampiro da Noite” (1958), primeiro de uma série de filmes produzidos pela Hammer Films, que reinventaram os monstros clássicos com sangue, erotismo e atmosfera gótica. A interpretação de Lee, intensa e sensual, afastou-se do ar aristocrático de Bela Lugosi e introduziu uma nova encarnação do vampiro: predador, misterioso e irresistível.
Ao longo dos anos, Lee buscou se desvincular da imagem exclusivamente associada ao terror. Nos anos 1970, mudou-se para os Estados Unidos e passou a trabalhar em projetos variados, como “O Homem de Palha” (1973), “Os Três Mosqueteiros” (1973), e o filme da franquia 007, “O Homem com a Pistola de Ouro” (1974), onde interpretou o vilão Scaramanga.
Mais tarde, voltou ao estrelato ao integrar duas das maiores franquias do século XXI: viveu Saruman nas trilogias “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit”, dirigidas por Peter Jackson, e interpretou o Conde Dookan nos episódios II e III de “Star Wars”, dirigidos por George Lucas.
Com mais de 280 créditos em cinema e televisão, Christopher Lee foi nomeado cavaleiro do Império Britânico em 2009 pelos seus serviços à arte dramática. Faleceu aos 93 anos, em 2015, deixando um legado monumental e multifacetado.
Vincent Price (1911 – 1993), a voz do gótico

Nascido em 1911, no Missouri, EUA, Vincent Price foi um dos mais elegantes e versáteis intérpretes do horror. Seu estilo refinado, voz inconfundível e presença teatral o transformaram em uma figura única no cinema norte-americano.
Formado em história da arte e literatura inglesa, Price estreou no cinema nos anos 1930, mas alcançou notoriedade com “A Volta do Homem Invisível” (1940). Na década de 1950, consolidou-se com obras como “Museu de Cera” (1953) e “A Casa dos Maus Espíritos” (1959), tornando-se a face do terror psicológico e do horror gótico produzido por estúdios como a American International Pictures (AIP).
Foi nas adaptações das histórias de Edgar Allan Poe, dirigidas por Roger Corman, que Price viveu alguns de seus papéis mais memoráveis, como em “O Solar Maldito” (1960), “Nos Domínios do Terror” (1963) e “O Corvo” (1963). Seu domínio vocal o levou a gravar discos narrando contos clássicos do terror e a emprestar sua voz para projetos icônicos, como o videoclipe “Thriller” de Michael Jackson, e a música “Welcome to My Nightmare”, de Alice Cooper.
Vincent Price também dividiu a tela com Christopher Lee e Peter Cushing em produções como “O Ataúde do Morto-Vivo” (1969), “Grite, Grite Outra Vez!” (1970) e “A Mansão da Meia-Noite” (1983), ao lado de John Carradine, outro nome lendário do horror.
Sua última aparição marcante no cinema foi em “Edward Mãos de Tesoura” (1990), de Tim Burton, no qual interpretou o criador do personagem-título, encerrando sua carreira de forma poética. Price faleceu em 1993, aos 82 anos, e permanece como uma das vozes e rostos mais reverenciados da história do gênero.
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