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“A Mortalha de Alzira”, o romance vampírico de Aluísio Azevedo, renasce em edição especial

Publicado em 4 de Março de 2026 por Wanda Pankevicius Barros

O mito do vampiro antecede “Drácula” (1897), de Bram Stoker, e atravessa séculos como uma das figuras mais fascinantes da literatura gótica. Antes de se consolidar como ícone da cultura pop, o morto-vivo já habitava lendas do leste europeu, assumindo múltiplas formas, de portador de doenças devastadoras a símbolo de paixões proibidas. Ao longo do tempo, a criatura foi constantemente ressignificada pela literatura, pelo cinema e pela televisão, adaptando-se a diferentes contextos culturais e históricos.

No Brasil, embora não tenha havido uma tradição sistemática de romances vampíricos como na Inglaterra ou na França dos séculos XIX e XX, o fascínio pelas criaturas da noite também deixou marcas importantes. Desde a menção em “Octavio e Branca; ou A Maldição Materna” (1849), de João Cardoso de Menezes e Souza, passando por “A mortalha de Alzira” (1895), de Aluísio Azevedo, até contos como “Acauã” (1893), de Inglês de Sousa, “A nevrose da cor” (1903), de Júlia Lopes de Almeida, “Vampiro” (1908), de Coelho Neto, e “A vida eterna” (1925), de Gomes Neto, a literatura brasileira explorou o vampiro sob prismas simbólicos e metafóricos. Em vez do aristocrata transilvano clássico, surgem leituras que dialogam com repressões sociais, epidemias, desejos interditos e críticas à estrutura patriarcal.

Entre essas obras, destaca-se “A Mortalha de Alzira”, romance publicado originalmente em formato de folhetim por Aluísio Azevedo, sob o pseudônimo de Vítor Leal, no jornal Gazeta de Notícias, entre fevereiro e março de 1891. Ambientada na França do século XVIII, a narrativa acompanha o padre Angelo, dilacerado entre o sagrado e o profano ao ser visitado, após a morte, pela cortesã Alzira, que retorna do além-túmulo todas as noites. Mais conhecido por romances naturalistas como “O cortiço” e “O mulato”, Azevedo utiliza o fantástico e a figura da vampira femme fatale para denunciar a hipocrisia da Igreja e sua relação com a aristocracia decadente.

Agora, essa tradição dispersa ganha nova vida editorial. A editora O Grifo lança uma edição de luxo de “A Mortalha de Alzira & outras histórias brasileiras de vampiros”, primeira coletânea dedicada a reunir narrativas clássicas sobre vampiros na literatura nacional. Organizado por Ismael Chaves, com posfácio da pesquisadora Marina Sena e capa ilustrada pela artista Ímpar, o volume resgata o romance de Azevedo, há décadas fora de catálogo, e apresenta outras nove histórias originalmente publicadas em jornais. A edição de luxo ainda prevê metas estendidas, que podem incluir novos contos, ilustrações exclusivas, fitilho marcador e pintura trilateral.

O projeto está em financiamento coletivo no Catarse até 11 de abril de 2026, com valores promocionais e metas estendidas, que podem incluir novos contos, ilustrações exclusivas, fitilho marcador e pintura trilateral. Para leitores e fãs do horror interessados em conhecer as raízes do vampiro à brasileira, trata-se de uma oportunidade de redescobrir como o imaginário gótico também encontrou solo fértil na literatura nacional, revelando que, mesmo longe da Transilvânia, as criaturas da noite sempre estiveram entre nós.

Você tem coragem? Então acesse www.catarse.me/olivrodosvampiros

 

 

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