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Mike Flanagan produzirá “Rot”, body horror descrito como “Repulsa ao Sexo” ao estilo de David Cronenberg

Publicado em 18 de Setembro de 2026 por Wanda Pankevicius Barros

Mike Flanagan acrescentou mais um projeto à sua agenda: a produção de “Rot”, thriller psicológico com elementos de body horror que será dirigido por Alexandra Magistro. O longa terá Cooper Koch, Amber Midthunder e Matthew Lillard no elenco e é baseado no roteiro de Geo Bradley incluído na Black List de 2024, seleção anual que reúne roteiros ainda não produzidos que mais chamaram a atenção de executivos da indústria cinematográfica norte-americana. Para antecipar o escopo do longa, o próprio roteirista definiu o projeto como “Repulsa ao Sexo”, Roman Polanski, ao estilo de David Cronenberg.

A história acompanha um homem antissocial, atormentado por comportamentos obsessivos e pela morte da mãe, uma acumuladora compulsiva. Na tentativa de enfrentar esse passado, ele começa a trabalhar na limpeza de locais onde ocorreram mortes, crimes e outros acontecimentos traumáticos. A sinopse oficial e a possível data de estreia ainda não foram divulgadas.

É justamente aí que a comparação feita por Bradley começa a fazer sentido. Em “Repulsa ao Sexo”, Catherine Deneuve interpreta Carol, uma jovem cujo isolamento e deterioração psicológica passam a alterar também sua percepção do apartamento onde vive. O espaço doméstico deixa gradualmente de obedecer à realidade. Em “Rot”, o ponto de partida também aproxima perturbação mental e ambiente físico.

A outra referência é David Cronenberg, cineasta cuja obra transformou o corpo em território recorrente para mutações e alterações da identidade. Com títulos como “Calafrios” (1975), “Enraivecida na Fúria do Sexo” (1977), “Videodrome – A Síndrome do Vídeo” (1983), “A Mosca” (1986) e “Mistérios e Paixões” (1991), o diretor canadense ajudou a consolidar aquilo que mais tarde seria amplamente identificado como body horror. Em seus filmes, a transformação física raramente existe apenas pelo choque visual: o corpo frequentemente torna visíveis conflitos que também são psicológicos.

“Rot” (“decomposição”, em tradução livre) parece interessado justamente nessa fronteira, ao colocar seu protagonista em contato com os vestígios físicos da morte enquanto lida com as próprias angústias. O título sugere que a deterioração poderá ultrapassar o sentido figurado. Por enquanto, porém, não está claro de que maneira o componente de body horror aparecerá na tela.

O projeto também marca a estreia de Alexandra Magistro na direção de longas. Executiva da Red Room Pictures, ela trabalha há anos ao lado de Flanagan e esteve envolvida em produções como “A Queda da Casa de Usher” e “A Vida de Chuck”.

 

 

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