“Thriller – Um Filme Cruel” (1973), dirigido por Bo Arne Vibenius, é um marco controverso no cinema exploitation sueco. O longa, conhecido por suas imagens gráficas de violência extrema, conta a história de uma jovem muda que é forçada à dependência de heroína e à prostituição, e a sua busca por vingança contra aqueles que a destruíram. A obra que inspirou Quentin Tarantino entrou para o catálogo do streaming Darkflix+ nesta semana.
Na Suécia, o filme enfrentou censura severa, sendo completamente banido em sua forma original. Vibenius tinha como objetivo fazer o “filme mais comercial jamais feito”, mas acabou criando uma obra que desafiou os limites do que era socialmente aceitável na época. Rumores de que um cadáver real foi utilizado durante uma cena particularmente violenta adicionaram mais controvérsia em torno da obra.
Nos Estados Unidos, o filme foi lançado com cortes significativos, removendo as cenas de sexo explícito e violência, resultando em uma versão de 82 minutos (a original possui 107 minutos) e foi distribuído sob vários títulos, como “They Call Her One Eye” e “Hooker’s Revenge”. Ainda assim, sua reputação ultrapassou fronteiras, atraindo um público de nicho que aprecia o gênero.
O longa recebeu críticas variadas, alguns o consideraram brutal e deprimente, enquanto outros o viram como uma peça fundamental do cinema exploitation. Publicações como o TV Guide deram ao filme uma classificação positiva, enquanto outros, como Time Out, criticaram o uso excessivo de câmera lenta e a sua trilha sonora, alegando que o filme falha em deixar um impacto emocional duradouro.
“Thriller – Um Filme Cruel” recebeu atenção renovada ao longo dos anos, especialmente depois de ser destacado por Quentin Tarantino como influência para a personagem Elle Driver de “Kill Bill”. Independente das críticas divididas sobre a obra, Christina Lindberg, atriz que interpreta a protagonista, tornou-se um ícone cult após o reconhecimento amplo de sua performance.
A produção chegou a ser exibida na 15ª edição do festival Fantaspoa (Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre), em 2019. O evento é considerado o maior festival do gênero na América Latina.
Apesar de sua natureza polarizadora, a obra de Vibenius permanece como um exemplo intrigante e perturbador do cinema de exploração, refletindo as tensões e os limites da liberdade de expressão na indústria cinematográfica da década de 1970. Você tem coragem?
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