“Natal Negro” (Black Christmas) é um filme de terror natalino por excelência. É o padrão ouro pelo qual qualquer outro filme do subgênero será comparado. O longa chegou a ganhar um remake em 2019, lançado em terras brasileiras sob título “Natal Sangrento”, com direção de Sophia Takal e atuações de Imogen Poots, Aleyse Shannon e Lily Donoghue. A produção, inclusive, também está disponível na Darkflix+.
Dirigido por Bob Clark, a obra ainda é tão eficaz hoje quanto foi em seu lançamento em 1974. Por este motivo, o título merece ser revisitado durante as festas de final de ano e temporada de férias. A história tem início na véspera de Natal, universitárias de uma fraternidade festejam sem saber que serão alvos de um assassino que espreita pela residência. Durante a festa, elas começam a receber estranhas ligações anônimas. Na mesma noite, Claire, uma das meninas da fraternidade desaparece, a polícia é acionada, mas não dá muita importância ao caso. O tenente Fuller resolve dar ênfase às ligações para descobrir se há alguma ligação com o desaparecimento. Os telefonemas não param e todos se veem em torno de um mistério sangrento quando corpos começam a aparecer.
Para te incentivar a descobrir este cult, vamos falar sobre cinco curiosidades da trama e sua produção.
Partes do filme é inspirado em eventos reais e lendas urbanas.

Segundo informações divulgadas no relançamento do longa em 2008, o roteirista Roy Moore foi influenciado por uma série de assassinatos ocorridos na cidade de Westmount, na ilha de Montreal, Canadá. Embora o caso específico não tenha sido mencionado, Nick Mancuso (que interpreta Billy na trama) contou em entrevista ao The Daily Telegraph que o roteiro foi inspirado no caso de George Webster, de 14 anos, que espancou sua mãe até a morte com um taco de beisebol em 1943. O enredo do filme também se baseia na lenda urbana sobre uma babá atormentada por telefonemas sinistros que vinham de dentro da casa onde estava.
John Saxon foi escalado, dispensado e então escalado novamente para seu papel.
Durante uma sessão de perguntas e respostas após uma exibição da obra em 2004, o ator John Saxon revelou que foi contratado para interpretar o tenente Fuller e, posteriormente, notificado de que havia ocorrido um erro e outro ator (Edmond O’Brien) desempenharia o papel. Poucos dias depois, Saxon recebeu um telefonema dizendo que seu substituto havia desistido e ele recebeu a oportunidade pela segunda vez.
Na mesma sessão, o diretor Bob Clark esclareceu que Saxon sempre foi sua primeira escolha, mas decidiu reformular o papel quando foi informado (pelo agente de Saxon) que o ator não estaria disponível durante as datas das filmagens. Acontece que o substituto do ator estava passando por um declínio cognitivo substancial e não conseguiria dar continuidade nas gravações.
“Natal Negro” teve profunda influência em “Halloween” de John Carpenter.
Há muitos anos, John Carpenter estava trabalhando em um projeto com Bob Clark. Carpenter perguntou se Clark já havia considerado fazer uma sequência de “Natal Negro”. Clark disse que tinha interesse, mas caso fizesse “…seria no ano seguinte e o cara teria sido pego, escapado de uma instituição mental, voltaria para a casa, e começaria tudo de novo. E eu chamaria de ‘Halloween’.”
Mas antes que as pessoas pudessem reagir mal ao seu comentário, Clark esclareceu: “A verdade é que John não copiou “Natal Negro”. Ele escreveu um roteiro, dirigiu o roteiro, fez o casting. “Halloween” é um filme de terror dele.”
Certamente é o filme de Carpenter, mas é curioso saber que Clark provavelmente inspirou o esboço do que se tornou o horror mais celebrado de todos os tempos.
O filme foi rodado em uma casa real.

Em uma entrevista de 2017 para a Toronto Star, a atriz Lynne Griffin, que interpreta Claire, se abriu sobre a casa onde as filmagens foram feitas. “Filmamos inteiramente na casa. Foi tão legal o jeito que foi feito; havia um potencial maravilhoso para um filme de terror”. A atriz relembra seu tempo no set com carinho, dizendo “Eu me lembro como um lugar muito, muito amigável. Essa foi uma das coisas divertidas de trabalhar em um projeto durante várias semanas, você realmente sente que essas pessoas fazem parte de sua família. Especialmente quando você vai a uma casa todos os dias, realmente começa a se sentir como se fosse a casa da sua família”.
John Saxon e Bob Clark não concordavam sobre a pronúncia correta da palavra ‘fellatio’.
Durante a produção, o ator John Saxon e o diretor Bob Clark discordaram sobre a pronúncia da palavra felação. Saxon contou o caso em várias entrevistas. O ator acreditava que a palavra era pronunciada de uma certa forma e o diretor de outra. Como o filme foi rodado nos anos 70, não era possível simplesmente pesquisar no Google a pronúncia correta de uma palavra.
Para quem não vê o filme há algum tempo, a palavra ‘felação’ surge quando Barb conta a um policial qual o número do telefone da casa da irmandade, que seria algo como “Fellatio-20880”, sendo a palavra o código de área especifico da região.
E ai, curtiu? Então reveja ou assistia pela primeira vez esse clássico de terror natalino. “Natal Negro” chega à Darkflix+ no dia 25/12.
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