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Publicado em 18 de Agosto de 2025 por Wanda Pankevicius Barros

Roman Polanski celebra 92 anos com uma trajetória marcante, e controversa, no cinema e na vida pessoal. O cineasta franco-polonês, que assinou obras essenciais para o suspense e o terror psicológico, também carrega um histórico de polêmicas que ainda reverberam no meio artístico e jurídico.

Desde os anos 1970, Polanski tem seu nome associado a acusações de condutas impróprias envolvendo menores de idade. O caso mais conhecido teve início com a denúncia feita por Samantha Gailey, em 1977, que resultou em sua condenação e fuga dos Estados Unidos antes da sentença definitiva. Ao longo das décadas, novas alegações vieram à tona, incluindo os relatos da atriz britânica Charlotte Lewis, da ex-atriz Renate Langer e de uma mulher identificada como “Robin”. Foi justamente com esta última que o diretor firmou, em outubro de 2024, um acordo extrajudicial para encerrar uma disputa que seria levada a julgamento em agosto de 2025.

Paralelamente, a carreira de Polanski nunca deixou de ser reconhecida por sua relevância artística. Seu primeiro longa-metragem, “Faca na Água”, lançado em 1962, foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro e premiado no Festival de Veneza. Em 1965, o cineasta ganhou notoriedade com “Repulsa ao Sexo”, seguido por “A Dança do Vampiro” em 1967, produção em que conheceu sua futura esposa Sharon Tate, tragicamente assassinada dois anos depois por integrantes da seita de Charles Manson. Mas foi em 1968 que Polanski deixou sua marca definitiva no gênero do horror com o lançamento de “O Bebê de Rosemary”, obra aclamada pela crítica e pelo público, consolidando seu nome entre os mestres do terror psicológico. Outros filmes notáveis que compõem sua filmografia incluem “O Inquilino” (1976), “Busca Frenética” (1988), “O Último Portal” (1999), o premiado “O Pianista” (2002), “Carnage” (2011) e “O Oficial e o Espião” (2019), este último vencedor de vários prêmios César, embora marcado por protestos durante sua exibição.

Em 2023, Polanski voltou às manchetes com o lançamento de “The Palace”, uma comédia de humor ácido ambientada num hotel de luxo nos Alpes suíços durante a virada do milênio. Estreando no Festival de Veneza, o filme foi mal-recebido pela crítica e teve desempenho fraco nas bilheteiras, arrecadando menos de um milhão de dólares para um orçamento estimado em 17 milhões de euros. Ainda assim, o diretor demonstrou disposição em permanecer ativo, mesmo com parte da indústria cada vez mais dividida entre reconhecer sua contribuição artística ou rejeitar sua presença em eventos e premiações.

Curiosamente, em 2025, o filme “O Oficial e o Espião” de 2019, teve sua estreia tardia nos Estados Unidos, com exibições limitadas no Film Forum, em Nova York. A chegada do longa ao mercado americano só agora reflete os impasses que envolvem a recepção de sua obra em um cenário impactado pelo movimento #MeToo e pelas crescentes discussões sobre separação entre arte e conduta pessoal.

Aos 92 anos, Roman Polanski ainda ocupa uma posição ambígua na cultura contemporânea. Para alguns, trata-se de um artista de gênio incomparável, autor de obras fundamentais para o horror moderno. Para outros, seu nome está inegavelmente ligado a comportamentos que não podem ser ignorados, e que, apesar dos acordos legais, continuam a levantar reflexões profundas sobre responsabilidade, perdão e os limites da admiração pública.

 

 

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